Flávio Bolsonaro demonstra desespero com caso Master e é acusado de atuar como lobista dos Estados Unidos, afirma ministro
Ministro critica Flávio Bolsonaro por supostas ligações com escândalo do Banco Master.
BRASÍLIA, DF – O ministro José Guimarães, responsável pelas Relações Institucionais, afirmou que o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência, demonstra desespero em meio ao escândalo envolvendo o Banco Master, acusando-o de agir como um lobista dos interesses americanos no Brasil.
A declaração foi feita em resposta a Flávio, que havia atribuído ao presidente Lula a responsabilidade pelo aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos. Guimarães destacou que as acusações do senador refletem sua preocupação com suas próprias ligações e o escândalo em questão.
Flávio Bolsonaro teria solicitado recursos ao ex-proprietário do Banco Master para finalizar um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O encontro entre eles ocorreu enquanto o ex-banqueiro estava sob monitoramento eletrônico, o que levanta questões sobre a natureza dessa relação.
Recentemente, uma imagem divulgada mostrou Flávio ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, que foi identificado pela Polícia Federal como líder de uma milícia privada. Sicário faleceu em março, em circunstâncias que estão sendo investigadas.
Na nota, Guimarães também mencionou as tentativas de aliados de Flávio, como seu irmão Eduardo Bolsonaro, de influenciar a opinião pública americana contra o governo Lula. O ministro caracterizou a família Bolsonaro como lobistas a favor de interesses dos Estados Unidos, em detrimento da soberania nacional.
O aumento das tarifas é um tema que promete ser central na campanha eleitoral deste ano, especialmente considerando a relação do bolsonarismo com a administração americana. A decisão de Trump de implementar sobretaxas em 2025 foi ligada a eventos que resultaram na condenação de Jair Bolsonaro.
Eduardo Bolsonaro, que se mudou para os Estados Unidos, afirmou estar trabalhando junto ao governo americano para minar a gestão de Lula. Para mitigar os impactos negativos do tarifaço em sua imagem, Flávio solicitou um adiamento na implementação das tarifas, argumentando que isso beneficiaria Lula.
O governo atual busca deslegitimar Flávio e seus aliados, acusando-os de traição aos interesses nacionais. Guimarães reiterou essa linha de pensamento, mencionando o sistema de pagamentos Pix, que tem sido alvo de críticas por parte do governo dos EUA, por ameaçar o domínio das operadoras de cartão de crédito americanas no Brasil.
O ministro não hesitou em classificar Flávio Bolsonaro como um traidor, afirmando que ele atua contra a economia brasileira e os interesses do país, favorecendo, assim, os interesses americanos. Guimarães também expressou preocupação com a repercussão negativa que essa situação pode ter na campanha do senador.
Segundo Guimarães, a movimentação do governo dos EUA não apenas prejudica o Brasil, mas também os próprios eleitores de Flávio, que tradicionalmente apoiam uma economia forte. Ele alertou que o senador enfrentará dificuldades em sua campanha devido a suas ações, que demonstram falta de compromisso com a democracia e a soberania nacional.
