Flávio se manifesta sobre ação contra ONG e descarta fim eleitoreiro
Flávio Bolsonaro comenta sobre investigação que pode afetar filme inspirado em sua campanha
Durante uma agenda de pré-campanha em Belo Horizonte, o senador Flávio Bolsonaro manifestou preocupações sobre uma operação da Polícia Civil de São Paulo que envolve a empresária Karina Ferreira da Gama, sócia da produtora GoUp Entertainment.
Bolsonaro expressou o temor de que a investigação possa ser utilizada como um meio de ataque à obra cinematográfica, afirmando que não acredita que parte da polícia esteja sendo instrumentalizada para fins eleitorais. Ele mencionou que a operação poderia ser uma tentativa de encontrar evidências que comprometam o filme relacionado à campanha presidencial de seu pai em 2018.
O congressista reafirmou que a operação não tem relação com o filme e que o cronograma de lançamento, previsto para setembro, permanece intacto. Ele ressaltou que o contrato para a produção foi firmado muito antes de qualquer ideia sobre o filme ser cogitada.
A Operação Wi-Fi Livre SP investiga possíveis fraudes em um contrato de R$ 108 milhões entre a Prefeitura de São Paulo e a ONG Instituto Conhecer Brasil, que tinha como objetivo fornecer internet gratuita a comunidades carentes.
A ONG é suspeita de irregularidades, incluindo pagamentos por serviços não realizados e superfaturamento. As investigações indicam que, embora o contrato estipulasse a entrega de 5 mil pontos de internet, apenas 3,2 mil foram efetivamente instalados. Também foram encontrados indícios de uso de notas fiscais canceladas e repasses antecipados sem a devida execução dos serviços.
Embora mandados de busca e apreensão tenham sido cumpridos, não houve prisões até o momento. O Instituto Conhecer Brasil, que tem Karina Ferreira da Gama em seu quadro societário, está sob investigação administrativa pelo STF, que apura possíveis repasses irregulares de emendas parlamentares.
A Prefeitura de São Paulo se defendeu das acusações, afirmando em nota que repudia qualquer insinuação de desvios de recursos públicos, garantindo que o contrato com o Instituto Conhecer Brasil foi conduzido com total legalidade, transparência e economicidade.
