Flávio solicita impeachment de Moraes por diálogos com Daniel Vorcaro
Senador Flávio Bolsonaro pede impeachment de Alexandre de Moraes após revelações da PF.
Durante a sessão plenária desta terça-feira, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) exigiu a abertura de um processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, em resposta às mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
O relatório da Polícia Federal, que investiga fraudes no Banco Master, menciona pedidos feitos por Vorcaro a um número associado a Moraes. As mensagens, que não incluíam as respostas do ministro, foram obtidas durante as investigações preliminares.
Bolsonaro argumentou que as conversas entre Vorcaro e Moraes indicam crime de responsabilidade. Ele enfatizou a gravidade da situação, clamando por uma ação imediata: “Não dá para fingir que ele não cometeu crime de responsabilidade, pelo amor de Deus”.
O senador pediu ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que colocasse a questão em votação de forma urgente. Para ele, é inaceitável permitir esse tipo de conduta no Brasil.
Além disso, Bolsonaro exigiu uma reação do STF em relação ao conteúdo das mensagens. Ele expressou esperança de que a maioria dos ministros respeite a Constituição e busque restaurar a credibilidade do Judiciário.
Achados da PF
O relatório da PF revela contatos entre Vorcaro e Moraes desde 2023, incluindo mensagens sobre preocupações com ações legais e a necessidade de se reunir com autoridades da PF e do Ministério Público.
O documento também menciona um contrato entre o Banco Master e o escritório da esposa de Moraes, que previa pagamentos mensais significativos, além de discussões sobre eventos em Londres envolvendo o ministro.
Conversas entre Vorcaro e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, também foram destacadas, incluindo solicitações de custeio de despesas para um evento jurídico patrocinado pelo banco.
A PF, no entanto, esclareceu que não realizou investigações formais contra Moraes e não concluiu que ele tenha cometido crimes ou interferido nas apurações.
Atualmente, Moraes não é um investigado formalmente no inquérito. O material foi enviado ao Plenário para análise e definição dos próximos passos do caso.
Nesta terça-feira, Gonet pediu a nulidade do relatório da PF, alegando que a investigação sobre um colega da Suprema Corte foi autorizada sem a devida aprovação do Plenário.
