Restrições da UE à carne brasileira podem se estender por um ano
União Europeia impõe restrição à carne brasileira que pode perdurar por um ano.
A restrição imposta pela União Europeia à carne brasileira pode se prolongar por pelo menos um ano, segundo a avaliação do especialista Miguel Daoud. A decisão, que tem como foco a segurança alimentar, foi anunciada após a identificação de problemas relacionados ao uso de antimicrobianos na produção de proteína animal.
O Brasil, reconhecido como um dos maiores exportadores de proteína animal, atende a demanda de cerca de 170 países. A decisão da União Europeia, que se tornou efetiva após um período de notificação, reflete preocupações que já eram conhecidas pelo governo brasileiro desde outubro de 2025.
A restrição poderá impactar diversos setores da indústria alimentícia, incluindo frango, suínos e mel. A medida é considerada mais duradoura para a pecuária, enquanto produtos como frango e mel podem ser objeto de negociações para liberação em novembro.
Essa decisão da UE é vista sob uma perspectiva comercial, com interesses de países como Irlanda e França influenciando o cenário. Isso levanta questões sobre a dinâmica comercial e a competitividade do Brasil no mercado europeu.
Daoud ressalta que a União Europeia não está preocupada apenas com a segurança alimentar, mas também com a inflação crescente na região, o que pode ter repercussões na produção e na compra de alimentos. Essa situação exige que o Brasil reavalie suas práticas e melhore a comunicação com as autoridades europeias para evitar futuras restrições.
