FMI e Banco Mundial reestabelecem laços com a Venezuela após sete anos
FMI e Banco Mundial retomam negociações com a Venezuela após seis anos de suspensão.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial anunciaram a retomada das negociações com o governo da Venezuela na quinta-feira, 16 de abril de 2026. As conversas estavam interrompidas desde 2019, refletindo um período de tensões políticas e econômicas no país.
A nova fase de diálogo ocorre sob a administração da presidente interina Delcy Rodríguez, que tem buscado uma aproximação com os Estados Unidos. Essa mudança de liderança se deu após a captura de Nicolás Maduro por forças especiais norte-americanas, o que alterou significativamente o cenário político venezuelano.
Com a retomada das negociações, o FMI realizará uma avaliação abrangente da economia venezuelana pela primeira vez em duas décadas. Essa análise poderá facilitar o desbloqueio de bilhões de dólares em financiamentos, que estão congelados em direitos especiais de saque. Vale ressaltar que o último empréstimo concedido à Venezuela pelo Banco Mundial ocorreu em 2005.
Esse movimento coincide com o interesse dos Estados Unidos em aumentar sua presença nos setores de petróleo e mineração da Venezuela, indicando uma possível reconfiguração das relações comerciais e políticas na região.
O FMI, por meio de sua Diretora-Geral, Kristalina Georgieva, destacou que as negociações foram retomadas em conformidade com a vontade da maioria dos membros do Fundo, que detêm o poder de voto. A Venezuela é membro do FMI desde 1946, e as interações foram suspensas em março de 2019 devido a questões de reconhecimento governamental.
Além disso, o Banco Mundial também confirmou que, com base nas consultas realizadas, está disposto a reiniciar suas relações com o governo venezuelano. A entidade, que também conta com a Venezuela como membro desde 1946, interrompeu suas atividades no país em 2019, após o último empréstimo concedido em 2005.
