Fux menciona Master e afirma que políticos do RJ irão ao inferno acompanhados de altas autoridades
Ministro Luiz Fux defende o Rio de Janeiro em meio a críticas durante julgamento no STF.
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, utilizou o caso do Banco Master para rebater críticas direcionadas ao estado do Rio de Janeiro, que considerou “generalizadas”. A declaração foi feita durante um julgamento sobre as eleições para o comando do Palácio Guanabara.
Fux se posicionou em defesa do Rio após comentários de colegas como Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Flávio Dino, que criticaram a degradação institucional do estado. O ministro expressou que tais declarações refletem um “profundo descrédito” em relação ao Rio de Janeiro.
Ele destacou que a perplexidade em relação ao estado não seria tão acentuada se os críticos tivessem participado de julgamentos importantes, como os do mensalão e da Lava Jato, que envolveram escândalos em diversas regiões do país, não apenas no Rio.
Durante o debate, Gilmar Mendes mencionou ter recebido informações sobre parlamentares da Assembleia do Rio que estariam envolvidos em práticas ilícitas, como receber mesadas do jogo do bicho. Ele enfatizou a gravidade da situação, pedindo “piedade” para o estado.
Flávio Dino, por sua vez, fez um levantamento sobre ex-governadores do Rio que foram presos ou investigados, citando o último caso do ex-governador Cláudio Castro, condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral.
O ministro Fux, em sua defesa, ressaltou que existem políticos competentes representando o Rio na Câmara Federal, e que, se esses forem responsabilizados, não estarão sozinhos, pois muitos altos autoridades também seriam implicados.
Além disso, Alexandre de Moraes lembrou do caso de Marielle Franco, em que ex-deputados fluminenses foram condenados por envolvimento com milícias, apontando para a gravidade da situação de segurança e governança no estado.
Fux também comentou sobre sua visita a Diamantino, em Mato Grosso, onde participou da posse de seu irmão como prefeito, e afirmou não ter conhecimento sobre as relações do dono do Banco Master com a empresa mencionada por Gilmar Mendes.
