Gartner aponta que investimentos em IA demandam nova abordagem dos CISOs

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A cibersegurança e a inteligência artificial estão redefinindo os investimentos tecnológicos nas organizações.

O ano de 2025 trouxe uma nova abordagem para os investimentos em tecnologia nas empresas. A mais recente pesquisa sobre líderes de tecnologia revela que 91% dos executivos planejam aumentar os recursos para a inteligência artificial (IA) generativa, enquanto 88% focarão em IA de forma geral, superando os 84% destinados à cibersegurança. Essas áreas estão liderando o aumento de orçamentos, mas a segurança da informação ainda está atrás das duas primeiras, exigindo uma nova postura dos Chief Information Security Officers (CISOs).

Atualmente, os CISOs enfrentam um desafio ao competir com os Chief Information Officers (CIOs) por recursos financeiros. Enquanto os CISOs buscam orçamento para proteger as organizações, os CIOs argumentam a favor da habilitação da IA, o que coloca a segurança em uma posição delicada.

Apesar do cenário desafiador, os recentes ciberataques têm elevado a consciência sobre a importância da cibersegurança nas empresas. Uma pesquisa com conselheiros de organizações mostra que 84% reconhecem a cibersegurança como um risco de negócio, e 93% consideram o ciberrisco uma ameaça ao valor para os acionistas.

Contudo, a situação se complica com a atual estrutura das empresas em relação à segurança. A inteligência artificial é utilizada tanto para defesa quanto para ataque, exacerbando problemas existentes. Muitas organizações ainda não estão realizando as práticas básicas de cibersegurança, o que se torna ainda mais crítico em um ambiente com IA.

Durante a Conferência Gartner Segurança & Gestão de Risco, foram apresentadas três prioridades essenciais para os CISOs nos próximos anos: modernizar a identidade como infraestrutura fundamental, redefinir o sucesso da segurança cibernética com base na resiliência em vez de prevenção, e reduzir barreiras à inovação para permitir que as equipes experimentem de forma segura e escalem a automação.

Os profissionais de cibersegurança devem demonstrar como suas ações beneficiam os negócios. A cibersegurança tem potencial para inovar mais do que outras áreas, mas é necessário um esforço para comunicar e monetizar essas inovações. Os CISOs devem transformar a inovação em benefícios escaláveis para as organizações.

A inteligência artificial pode ser uma ferramenta valiosa para as equipes de cibersegurança. Os especialistas destacam a importância de modernizar a identidade, tanto humana quanto de máquinas, como uma das áreas-chave de foco ao adotar IA.

Investimentos corporativos em IA para modernizar a Gestão de Identidade e Acesso (IAM)

Com o crescimento acelerado de agentes de IA e interações entre máquinas, as empresas precisam reavaliar sua Gestão de Identidade e Acesso (IAM). A identidade passou a ser uma função central da infraestrutura digital, enquanto os modelos legados se mostram inadequados para a realidade atual.

A IA introduz uma nova camada arquitetônica que prioriza delegação e autonomia em vez de permissões fixas. Os controles tradicionais de acesso não conseguem escalar em ambientes com milhares de identidades de máquinas, e práticas inadequadas de gestão se tornam fontes de risco. Estima-se que, até 2028, 25% das violações de segurança ocorrerão devido a identidades de máquinas inadequadas.

A normalização dos ataques cibernéticos redefine como as organizações saem vencedoras

O aumento do risco cibernético é uma realidade inevitável. Mercados e clientes estão cada vez mais tratando os ataques como parte do cenário, o que abre espaço para repensar como o sucesso em segurança cibernética é medido. A resiliência, em vez da prevenção, é a chave para o sucesso das organizações.

Focar em limitar o impacto e garantir operações críticas pode ser tão eficaz quanto a prevenção. A resiliência deve ser testada e aprimorada continuamente, e as organizações precisam estabelecer limites claros de impacto vinculados às suas cadeias de valor.

Reduzindo as barreiras para a inovação

Estudos indicam que, até 2028, organizações que implementarem IA em seus Centros de Operações de Segurança (SOCs) poderão reduzir em 30% os incidentes que exigem intervenção humana, mudando o papel dos

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