Governo estende subsídio à gasolina em resposta à guerra
Governo mantém subsídios e adia retirada de benefícios devido a conflitos internacionais.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que o governo decidiu adiar a retirada do subsídio da gasolina em decorrência da escalada do conflito no Oriente Médio. A piora do cenário internacional exige uma abordagem mais cautelosa por parte da administração.
Durigan explicou que havia a expectativa de eliminar o subsídio em um prazo mais curto. Entretanto, a recente declaração do presidente dos Estados Unidos sobre o fim das negociações de cessar-fogo levou o governo a reavaliar seu cronograma.
“Eu tinha expectativa, sim, de tirar a subvenção da gasolina num prazo mais curto, mas a situação da guerra se agrava”, afirmou o ministro durante coletiva de imprensa.
A estratégia do governo, segundo Durigan, continua a ser a proteção dos consumidores, sem comprometer as metas fiscais estabelecidas. O objetivo é manter um equilíbrio entre a assistência aos cidadãos e a responsabilidade financeira do país.
SUBSÍDIOS CONTINUAM
Os subsídios permanecem fixados em R$ 1,12 por litro de diesel e R$ 0,44 por litro de gasolina. O imposto de 12% sobre a exportação de petróleo também será mantido, com revisões diárias previstas para ambos os itens.
Durigan destacou que tanto os subsídios quanto o imposto extraordinário serão reavaliados diariamente e poderão ser retirados assim que houver uma normalização no mercado internacional.
“O meu objetivo é a retirada dos subsídios, mas eu preciso ter cautela”, declarou o ministro, enfatizando a necessidade de prudência nas decisões do governo.
O PIS/Cofins sobre o diesel já foi restabelecido, e o acordo com os Estados sobre o ICMS da importação foi encerrado, reduzindo algumas das medidas emergenciais que foram implementadas durante a intensificação do conflito.
Quando questionado sobre a possibilidade de ampliar os incentivos, Durigan descartou a criação de novos subsídios, afirmando: “Nós não estamos discutindo aumento. Nós estamos discutindo retirada de subsídios”.
