Governo Federal declara emergência zoossanitária em Santa Catarina após surto de doença de Newcastle
Cinco países impõem restrições à importação de produtos avícolas após surto de Newcastle em SC.
A emergência sanitária foi decretada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) logo após a confirmação do surto em Nova Itaberaba, no dia 19. A medida visa conter a propagação da doença de Newcastle, que afetou uma criação comercial de perus na região.
Até o dia 22, a detecção do vírus levou cinco países a restringirem a importação de carne de frango brasileira, incluindo México, China, Chile, Malásia e Arábia Saudita. Essas restrições refletem a preocupação internacional com a segurança alimentar e a saúde animal.
O Mapa notificou oficialmente a ocorrência à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e comunicou o foco aos parceiros comerciais, compartilhando informações técnicas sobre o evento e as medidas sanitárias adotadas.
A declaração de estado de emergência zoosanitária é uma ação preventiva que permite ao governo agilizar processos administrativos essenciais, como a contratação de pessoal e a aquisição de equipamentos, para responder rapidamente a surtos de doenças animais.
A doença de Newcastle é uma infecção viral que afeta aves, podendo ser fatal para elas. Embora tenha potencial para causar problemas em aves, em humanos, a enfermidade geralmente resulta apenas em conjuntivite transitória. A transmissão ocorre apenas pelo contato direto com aves infectadas, e não por meio do consumo de carne ou ovos.
O foco da doença foi identificado em uma granja de perus em Nova Itaberaba, onde aproximadamente 6.000 aves foram abatidas para evitar a propagação do vírus. O local foi isolado, e somente equipes autorizadas têm acesso à área.
Até o momento, não foram detectados animais doentes, apenas a presença do vírus. O Ministério esclareceu que o consumo de produtos avícolas inspecionados continua seguro e sem contraindicações para a população.
As autoridades de saúde animal estão realizando vigilância nas propriedades rurais em um raio de até 10 quilômetros do foco, com nove equipes visitando granjas comerciais e criações de subsistência. O objetivo é monitorar e prevenir a disseminação da doença.
As propriedades mais próximas do foco estão sendo priorizadas, com 1.600 granjas previstas para serem visitadas, e em 133 delas, a coleta de amostras das aves será realizada para análise.
