Homem Descobre Família Biológica Após 65 Anos de Abandono ao Nascer

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David Stevenson revela sua emocionante jornada em busca de suas origens familiares.

Por 65 anos, David Stevenson viveu com a dúvida sobre suas origens. O seu relato começa em Peterborough, no leste da Inglaterra, onde foi abandonado ao nascer e encontrado por estranhos.

Em 1960, apenas dias após o nascimento, ele foi deixado no corredor de um prédio em Golders Green, na região noroeste de Londres. Posteriormente, foi adotado pela família Stevenson, que desconhecia as circunstâncias do abandono.

“Desde criança, eu sabia que havia sido abandonado”, compartilha. “Meus pais adotivos me contaram, mas foi só quando tive meus próprios filhos que comecei a refletir mais sobre minhas origens.”

Um apelo do jornal britânico Daily Mail em 1960 buscava informações sobre o bebê abandonado, e em 2009, a história foi retomada na esperança de novas pistas. Apesar das tentativas, os registros de adoção de David continham pouquíssimas informações sobre seus pais biológicos.

David compara sua busca a “encontrar uma agulha em um palheiro”. Sua esposa, Julie, foi fundamental nesse processo, localizando uma policial que havia participado do resgate, chamada Tegwin Curl, que se lembrava do caso e forneceu detalhes sobre o dia em que ele foi encontrado.

A busca revelou informações sobre sua mãe biológica, Petra, que nasceu na Holanda em 1940 e foi criada em uma família católica. Julie explica que Petra, aos 19 anos, viajou para a França e depois para a Inglaterra, onde trabalhou como enfermeira e engravidou de David.

“Não sabemos se ela estava ciente da gravidez ao chegar a Londres, mas aparentemente recebeu apoio durante a gestação”, diz Julie.

Em 2015, David contatou o programa Long Lost Family da ITV, que utilizou análise de DNA e pesquisa genealógica para ajudá-lo a identificar sua mãe biológica. “Foi uma experiência assombrosa”, relembra.

Infelizmente, Petra faleceu em 2010. “Conhecer meus familiares foi como trazê-la de volta à vida para mim. Era uma mulher muito carinhosa”, diz David, que acredita que sua mãe tentou fazer o melhor possível nas circunstâncias difíceis da época.

David expressa compaixão pela sua mãe, ressaltando que ser mãe solteira nos anos 50 e 60 era um desafio significativo. “Precisamos acreditar que ela tinha seus motivos para não seguir em frente”, afirma Julie, refletindo sobre a tragédia da situação.

Desde então, David conheceu a irmã de sua mãe, Maryanne, e seus primos em Roterdã, na Holanda. Ele descreve a recepção calorosa da família como “fascinante” e destaca a importância da tecnologia de DNA em sua busca.

Com a ajuda de um site de DNA, David descobriu que sua bisavó tinha origem indonésia. “É enormemente gratificante compreender de onde venho, embora ainda haja aspectos da minha linhagem paterna que preciso investigar”, conclui Stevenson.

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