Impacto da China na arroba do boi em maio é analisado por especialistas

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Mercado do boi gordo apresenta mudanças e expectativas para os próximos meses

O mercado físico do boi gordo está vivenciando alterações na demanda, refletindo um cenário de adaptação entre os frigoríficos e os pecuaristas.

Segundo analista do setor, os frigoríficos estão mais confortáveis em suas escalas de abate e alguns estão reavaliando suas estratégias de compra de gado, buscando as melhores opções para o curto prazo.

A continua evolução da cota de exportação para a China continua a ser um fator crucial que influencia a formação de preços, com previsões de uma possível queda nos valores a partir de maio, se a demanda não se mantiver estável ao longo do terceiro trimestre.

Em relação às regulamentações, observa-se um aumento na rigidez das normas de importação, com a China suspendendo as compras de um frigorífico brasileiro devido à detecção de substâncias proibidas, o que pode criar barreiras para a carne bovina brasileira no mercado asiático.

Expectativas para o mês de maio

O especialista do mercado acredita que a cota de 1,1 milhão de toneladas de carne bovina do Brasil não será esgotada em maio, mas sim em junho, permitindo uma análise mais cautelosa para os próximos meses.

Além disso, a situação da febre aftosa na China é uma preocupação, pois a falta de controle efetivo pode resultar em uma revisão das exportações. No entanto, até o momento, esse problema não impactou o mercado de forma significativa.

É importante lembrar que maio historicamente apresenta uma tendência de preços mais baixos para a arroba, em virtude da sazonalidade e da necessidade de descarte de boiadas devido ao clima, que dificulta a manutenção do rebanho no pasto.

Mesmo com a saída da China como um dos principais destinos de exportação, não há previsões de quedas drásticas nos preços, com a expectativa de que os valores não cheguem a R$ 300,00 a arroba em São Paulo.

Análise do balanço global de carne

O panorama global da carne bovina para 2026 não é favorável aos compradores, uma vez que o Brasil se mantém como o maior produtor, mesmo com as reduções nos abates projetadas.

Caso a China deixe de importar carne brasileira, outros mercados devem buscar suprir suas necessidades através do Brasil, com países como Argentina e Uruguai também aumentando suas importações para atender a demanda interna durante a ausência do Brasil.

Preços médios do boi gordo

Os preços da arroba do boi gordo, na modalidade à vista, apresentaram os seguintes valores em 16 de abril:

  • São Paulo (Capital): R$ 370, inalterado em relação à semana anterior;
  • Goiás (Goiânia): R$ 360, aumento de 1,41% em relação aos R$ 355 registrados anteriormente;
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 355, um crescimento de 1,43% comparado aos R$ 350 da semana passada;
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 360, sem alterações em relação à semana anterior;
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 365, um aumento de 1,39% em relação aos R$ 360 registrados na semana anterior;
  • Rondônia (Vilhena): R$ 335, um acréscimo de 1,52% em relação ao fim da semana passada.

Análise do mercado atacadista

No mercado atacadista, os preços estão levemente mais altos, impulsionados pela boa reposição entre atacado e varejo no início do mês.

Por outro lado, a competitividade da carne bovina tem sido limitada pela ascensão das proteínas alternativas, especialmente a carne de frango, e pela diminuição

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