In Forma apresenta novidades em sua edição de agosto de 2026
A importância das artes na mobilização para a revolução social.
Os teóricos da Revolução Brasileira, liderados por Nildo Domingos Ouriques, costumam subestimar o papel das artes, especialmente da literatura e do cinema, na conquista de novos adeptos para a causa revolucionária.
Em minha experiência pessoal, foram as obras literárias e cinematográficas que inicialmente me despertaram interesse pelo Socialismo, seguido pelo Comunismo. Autores como Marx, Engels e Lenin vieram posteriormente.
Um exemplo marcante foi o romance “Le Thibault”, de Roger Martin du Gard, ambientado durante a Primeira Grande Guerra. A obra revela os danos que o capitalismo infligiu à maioria dos europeus no início do século XX. Para compreender o funcionamento do militarismo, é essencial assistir ao filme “Glória Feita de Sangue”, de Kubrick.
Há uma vasta gama de livros e filmes que conseguem conquistar corações e mentes em prol do socialismo.
Entre os muitos exemplos, destacam-se “Vinhas da Ira”, de John Steinbeck, que aborda a recessão americana e suas consequências para a população; “Il Gattopardo” (O Leopardo), de Giuseppe di Lampedusa, que foi adaptado para um filme memorável por Visconti, retratando a transição do poder da nobreza italiana para a burguesia; “A Canção do Carrasco”, de Norman Mailer, que discute o punitivismo do sistema carcerário americano; e “Cristo Recrucificado”, de Nikos Kazantzakis, que inspirou o filme “Aquele que Deve Morrer”, de Jules Dassin, abordando o direito à revolta. Também é relevante a obra “A Longa Viagem”, de Jorge Semprún, que narra a luta contra o nazismo.
Filmes como “Guerra e Humanidade”, de Kobayashi, oferecem uma visão profunda sobre os conflitos asiáticos. No contexto brasileiro, obras de Jorge Amado, como sua biografia de Prestes, e de Graciliano Ramos, com “Vidas Secas” e “Memórias do Cárcere”, além dos escritos de Dionélio Machado em “Os Ratos”, são fundamentais.
Aqueles que se debruçam sobre essas obras estão mais preparados para estruturar seu humanismo socialista com as bases teóricas de Marx, Engels e Lenin.