Investigação dos EUA gera inquietação na indústria gaúcha, segundo a Fiergs
Fiergs manifesta preocupação com nova sobretaxa dos EUA sobre importações brasileiras.
A proposta de tarifa adicional de 12,5% anunciada pelos Estados Unidos gera apreensão entre os setores industriais do Brasil, especialmente entre os gaúchos.
A Fiergs (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul) expressou sua preocupação em relação à nova medida que impacta produtos importados de 60 economias, incluindo o Brasil. Esta decisão é resultado de uma investigação do USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos), baseada na Seção 301, a qual aponta a falta de mecanismos eficazes para combater a importação de bens fabricados com trabalho forçado.
A implementação dessa sobretaxa se somaria a um cenário já desafiador para as exportações brasileiras, particularmente no mercado norte-americano, que é um dos principais destinos das indústrias gaúchas.
Claudio Bier, presidente da Fiergs, ressaltou que a sequência de investigações e novas barreiras comerciais cria um ambiente de incerteza para os negócios internacionais. Ele afirma que a contínua incerteza a respeito das regras de acesso ao mercado dos EUA prejudica o planejamento empresarial, afetando também investimentos de longo prazo.
A entidade destacou que o anúncio da nova tarifa ocorre logo após a conclusão preliminar de outra investigação relacionada ao Brasil, o que evidencia um ambiente de instabilidade que pode agravar a competitividade dos produtos gaúchos nos Estados Unidos.
Desde que os Estados Unidos começaram a adotar medidas tarifárias, as exportações da indústria gaúcha para esse mercado têm enfrentado uma significativa retração. A possível aplicação de novas sobretaxas tende a intensificar as dificuldades das empresas exportadoras, reduzindo ainda mais sua competitividade em relação a concorrentes de outros países.
A Fiergs defende um fortalecimento do diálogo diplomático e comercial entre Brasil e Estados Unidos, incentivando a atuação conjunta do setor produtivo para evidenciar os impactos econômicos negativos das medidas propostas sobre as cadeias produtivas de ambos os países.
