Irã Choca ao Associar EUA a Atrocidades e Simular Explosão da Estátua da Liberdade com Cabeça de Demônio
Irã divulga vídeo provocativo associando EUA a atrocidades históricas.
Uma guerra não se resume apenas a combate físico; a construção de narrativas também é uma arma poderosa. Recentemente, a mídia estatal do Irã lançou um vídeo que apresenta uma série de atrocidades atribuídas aos Estados Unidos, substituindo a imagem tradicional da Estátua da Liberdade pela figura demoníaca de Baal.
Intitulado “Uma Vingança para Todos”, o vídeo utiliza inteligência artificial para ilustrar diversos grupos que sofreram com ações dos EUA ao longo da história. Entre os eventos destacados estão a desapropriação dos nativos americanos, o bombardeio atômico em Hiroshima durante a Segunda Guerra Mundial, a guerra do Vietnã e os conflitos mais recentes no Iémen, Afeganistão, Iraque e Palestina.
Além das guerras mencionadas, a produção também faz referência a uma criança na infame ilha de Jeffrey Epstein, um empresário envolvido em escândalos de exploração sexual de menores.
Nos momentos finais da montagem, um míssil é disparado em direção aos Estados Unidos e atinge a Estátua da Liberdade, que, em vez de sua cabeça original, apresenta a imagem de Baal. Esta figura, mencionada no Alcorão como um ídolo oposto a Alá, é demonizada pelo cristianismo.
O lançamento do vídeo ocorre em um contexto de crescente tensão, já que o Irã rejeitou uma proposta de paz dos Estados Unidos e apresentou suas próprias condições. O governo iraniano criticou a proposta americana como “excessiva e desconectada da realidade”.
Teerã confirmou o recebimento da proposta, mas reafirmou que o presidente dos EUA não determinará o fim do conflito. O governo iraniano apresentou uma contraproposta, afirmando que encerrará a guerra em seus próprios termos.
“O Irã encerrará a guerra quando decidir fazê-lo e quando suas próprias condições forem atendidas”, declarou o governo iraniano.
Autoridades iranianas delinearam cinco condições para o término das hostilidades, incluindo a interrupção total da agressão, mecanismos para garantir a paz, reparações por danos, o fim dos conflitos em toda a região e a soberania do Irã sobre o Estreito de Ormuz.
Essas exigências se somam às demandas já apresentadas por Teerã durante as negociações em Genebra, indicando que a resolução do conflito ainda está longe de ser alcançada.
