Itália autoriza extradição de Zambelli por porte ilegal de arma, revela embaixador

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Justiça italiana decide pela extradição de Carla Zambelli a pedido do Brasil.

A Justiça da Itália aceitou o pedido do Brasil para a extradição da ex-deputada Carla Zambelli, em uma decisão tomada nesta quinta-feira.

O embaixador do Brasil em Roma, Renato Mosca de Souza, confirmou a informação. A decisão ainda permite a possibilidade de recurso por parte da defesa.

O caso remonta a um incidente ocorrido na véspera do segundo turno das eleições de 2022, quando Zambelli perseguiu armada um homem em São Paulo, após uma discussão política.

As imagens do episódio, que mostraram a deputada correndo com uma pistola, resultaram na abertura de investigações pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que a condenou por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal.

Em um caso anterior, relacionado à invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Justiça italiana já havia autorizado a extradição de Zambelli. Contudo, a defesa apresentou um recurso em 10 de abril para contestar essa decisão, que ainda não foi analisado.

Zambelli, que possui cidadania italiana, deixou o Brasil em maio do ano passado, atravessando a fronteira com a Argentina, e também passou pelos Estados Unidos antes de chegar à Itália.

Por ter fugido do país após uma condenação do STF, ela é considerada foragida da Justiça brasileira. O pedido de extradição foi formalizado pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes.

Atualmente, Zambelli permanece presa em Roma, pois as autoridades italianas acreditam que há risco de fuga.

Entenda o caso

O Brasil e a Itália mantêm um tratado recíproco de extradição, em vigor desde 1993, que já foi utilizado em diversas ocasiões. O tratado estabelece que ambos os países devem entregar pessoas procuradas para julgamento ou cumprimento de pena.

Zambelli foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão por invadir os sistemas do CNJ e fugiu para a Itália após a decisão, sendo considerada foragida da Justiça brasileira.

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