Jorginho Mello se desentende com indígenas durante discussão

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Governador de Santa Catarina gera polêmica ao se confrontar com indígenas em visita a barragem.

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, esteve no centro de uma controvérsia durante sua visita à barragem de José Boiteux, no Vale do Itajaí, na quarta-feira (8). O evento, que deveria ser uma agenda oficial, transformou-se em um momento de tensão com a presença de manifestantes indígenas que protestavam contra as obras em curso na área, considerada território tradicional do povo Xokleng.

Em um vídeo amplamente compartilhado nas redes sociais, Mello foi visto utilizando palavras ofensivas em resposta aos protestos. Durante uma entrevista, ao comentar sobre as obras, ele afirmou que estava “restaurando tudo que foi destruído pelos indígenas”, quando foi interrompido por um dos manifestantes. Sua reação agressiva incluiu um xingamento dirigido a eles, evidenciando a escalada do conflito.

O clima se agravou quando uma mulher, que se apresentou como cacique, questionou o governador. Sua resposta, também desrespeitosa, foi: “A senhora não quer ir à merda?”, demonstrando uma falta de sensibilidade em relação à liderança indígena. Ao ser alertado sobre a identidade da manifestante, sua reação foi desdenhosa: “E eu com isso?”.

Os indígenas estavam protestando contra as obras em andamento, que consideram uma violação de seus direitos e uma afronta aos compromissos estabelecidos anteriormente. A visita do governador, em meio a um clima já tenso, apenas intensificou as tensões existentes.

Após o ocorrido, Mello publicou um vídeo afirmando que havia sido “cercado e desrespeitado” pelos manifestantes. Ele defendeu sua posição, alegando que sua presença na barragem era uma ação necessária do governo. “Hoje eu fui cercado e desrespeitado por indígenas em José Boiteux por fazer o que um governo tem que fazer”, declarou.

O governador ressaltou que as obras na barragem estão sendo retomadas após um longo período de abandono, afirmando que a estrutura foi construída pelo governo federal em 1992 e nunca recebeu reformas. “Essa barragem foi construída pelo governo federal em 1992 e nunca foi reformada. E nós estamos reformando”, afirmou Mello.

“O governo estadual e o governo federal fizeram um acordo com os indígenas há mais de 20 anos. Nós estamos fazendo. Essas casas fazem parte do acordo. Eram 20 no acordo, nós estamos fazendo mais de 40.”

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