Líder do governo no Senado afirma que prazo de aplicação da PEC 6×1 pode ser debatido, mas defende redução imediata

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Senado pode acelerar debate sobre nova jornada de trabalho, afirma Randolfe Rodrigues.

O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, manifestou a expectativa de que o Senado inicie discussões sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa abolir a jornada de trabalho 6X1. Ele acredita que o prazo de transição para a nova jornada é excessivamente longo e defende que a jornada máxima de 40 horas seja implementada imediatamente após a promulgação do texto.

Em declarações à imprensa, Randolfe criticou o intervalo de 60 dias previsto para a transição, enfatizando que o debate sobre a jornada de trabalho já se arrasta desde 1988. Ele destacou que o ambiente no Senado é favorável a essa mudança, o que pode facilitar a aprovação da proposta.

O senador também mencionou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, demonstra “simpatia” pela proposta e está disposto a dialogar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o assunto, apesar das tensões recentes relacionadas à rejeição da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal.

Randolfe expressou otimismo quanto à tramitação da PEC, afirmando que ela deve passar rapidamente por uma comissão e que a votação ocorrerá em breve. Ele ressaltou a necessidade de agilidade nesse processo, indicando que a proposta pode não necessitar de uma análise mais extensa por parte de uma comissão especial, dado que o regimento do Senado não prevê essa etapa.

Além disso, o líder do governo revelou que não tem conhecimento de discussões sobre uma possível desoneração da folha de pagamento para compensar perdas que possam afetar o setor produtivo em decorrência da nova jornada de trabalho.

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