Livelo atinge 92% de adesão à inteligência artificial corporativa
A Livelo alcança 92% de adesão ao uso de inteligência artificial em quatro meses.
Foram apenas quatro meses entre a implementação do Gemini Enterprise e o alcance de 92% de adesão dos funcionários ao uso da inteligência artificial (IA) na Livelo. O resultado é fruto de uma estratégia que combinou tecnologia, treinamento e incentivo ao uso da ferramenta no dia a dia.
A jornada começou antes da implementação do Gemini Enterprise, em abril. A empresa mapeou os diferentes usos da IA em sua operação e criou uma “bússola” para orientar as áreas sobre onde a tecnologia poderia gerar mais valor. Essa divisão contempla quatro frentes: front office, produtos e serviços, core capabilities e back office.
O primeiro modelo ajudou a apresentar a IA para todos os colaboradores, permitindo que cada funcionário criasse seus próprios agentes. Essa abordagem trouxe uma visão clara sobre o nível de uso e conhecimento da tecnologia dentro da empresa.
No entanto, o experimento logo encontrou limitações tecnológicas, atingindo um teto de escala. Mesmo com um diagnóstico das dificuldades dos colaboradores, a complexidade na integração da IA ao ambiente corporativo mantinha muitos processos manuais. Diante desse cenário, a companhia decidiu adotar o Gemini Enterprise, acompanhado do programa de incentivo ao funcionário, Conectaí.
O programa foi desenvolvido com base na cultura da empresa, visando criar um ecossistema de engajamento que recompensa as escolhas do brasileiro. Assim, foi criado um modelo que também recompensaria os funcionários pelo aprendizado.
Dividido em trilhas de aprendizagem, o Conectaí focou em transformar os profissionais em embaixadores da IA. As lideranças eram incentivadas a aprender e automatizar processos, engajando o restante da equipe. Ao participar das aulas e treinamentos, os colaboradores eram recompensados com maior visibilidade interna, reconhecimento formal por meio de certificados, acesso a uma rede de conexão com empresas parceiras, participação em eventos exclusivos e aprimoramento técnico.
A companhia também criou o AI Day, um evento em que equipes multidisciplinares eram formadas para resolver problemas da Livelo com o uso de inteligência artificial. Nos últimos meses, além dos embaixadores, 50,3% dos profissionais da organização participaram ativamente dos treinamentos oferecidos.
Desde o início do programa, a empresa conseguiu economizar 20 mil horas de trabalho, agora redirecionadas para atividades estratégicas das equipes. Com esses resultados, o próximo foco da companhia se concentra em três pilares:
– Hiper-agentização: transição de chatbots de consulta para agentes que executam tarefas e operam fluxos completos;
– Self-service AI: cada colaborador cria e gerencia seus próprios agentes, aumentando a produtividade do time;
– Evolução sustentável: transição fluida com integração ao legado, protegendo investimentos já realizados.
Para Guerra, tudo isso só é possível com uma base bem estruturada e uma cultura que fortaleça essas iniciativas. A estruturação do programa a partir do fortalecimento da cultura organizacional foi essencial para alcançar esses resultados.
