Lula atua para desbloquear palanques e garantir apoio em estados-chave
Lula intensifica articulações para fortalecer sua candidatura à reeleição
O presidente Lula tem se empenhado na formação de uma base sólida para sua candidatura à reeleição, focando em palanques estaduais.
Para manter a votação obtida em 2022, ele está priorizando a articulação em grandes colégios eleitorais, especialmente nas regiões Sudeste e Sul, enquanto observa atentamente o cenário no Nordeste, onde conquistou vitórias expressivas.
Aliados do presidente afirmam que Lula acredita que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve ser o candidato a governador de São Paulo e está determinado a convencê-lo a aceitar a disputa, apesar da relutância de Haddad.
Recentemente, Lula sugeriu que Haddad o acompanhasse em uma viagem internacional, onde aproveita para discutir seus planos políticos com aliados. Ele visitará o Panamá no final de janeiro e Índia e Coreia do Sul em fevereiro.
O presidente está decidido a formar uma chapa forte em São Paulo e não descarta a possibilidade de persuadir seu vice, Geraldo Alckmin, a se candidatar ao Senado.
A avaliação dentro do governo e do PT é de que a votação de Lula em São Paulo foi crucial para sua vitória em 2022. Em 2018, o partido, representado por Haddad, obteve 7,2 milhões de votos no segundo turno, e em 2022, Lula alcançou 11,5 milhões no estado, o que, apesar da derrota local, foi fundamental para o triunfo nacional.
Os aliados do presidente consideram ideal uma coligação que inclua as ministras Simone Tebet e Marina Silva. Tebet, originária de Mato Grosso do Sul, precisaria mudar seu domicílio eleitoral para concorrer por São Paulo, além de possivelmente trocar de partido, já que o MDB apoia o atual governador.
O desempenho em Minas Gerais também é visto como essencial para a reeleição. Lula ainda tenta convencer o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, a se candidatar ao governo do estado, que possui o segundo maior eleitorado do Brasil.
O presidente já comunicou a aliados sua intenção de buscar Pacheco para um novo apelo à candidatura, com a ajuda do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Lula acredita que o MDB seria a melhor opção para Pacheco, prometendo uma aliança robusta. Em Minas, uma das chapas mencionadas inclui Alexandre Kalil e Marília Campos como candidatos ao Senado.
O presidente também se reuniu com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e a aliança está confirmada, com a deputada Benedita da Silva como provável candidata a senadora. O eleitorado fluminense é o terceiro maior do país.
Além do Sudeste, Lula está atento à situação na Bahia e no Ceará, onde os governadores do PT enfrentam riscos de derrota. Ele não aceita a possibilidade de perder esses governos e tem mobilizado ministros para garantir vitórias.
Camilo Santana, ex-governador do Ceará, está considerando deixar o ministério para ajudar na campanha de Elmano de Freitas, atual governador.
Recentemente, Camilo tem trabalhado para melhorar a imagem de Elmano nas pesquisas, enquanto a principal ameaça no Ceará é o ex-ministro Ciro Gomes, que lidera nas intenções de voto.
Rui Costa, por outro lado, tem manifestado interesse em se candidatar ao governo da Bahia, onde o atual governador enfrenta desafios nas pesquisas contra o ex-prefeito de Salvador.
O senador Jaques Wagner, que apoia Jerônimo Rodrigues, tem conversado com Lula sobre as candidaturas na Bahia, ressaltando que qualquer decisão será discutida com ele.
Lula confia em Wagner e não deseja interferir nas decisões políticas do estado, acreditando que a chapa será fortalecida pela popularidade de ambos os candidatos a senador.
Por fim, o presidente também solicitou que a ministra Gleisi Hoffmann dispute uma vaga no Senado pelo Paraná, evidenciando sua estratégia de fortalecer alianças estaduais.
