Lula enfrenta dificuldades para unir aliadas e terá apoio limitado em Goiás
Adriana Accorsi e Aava Santiago mantêm candidaturas e dificultam 2º turno em Goiás.
As pré-candidaturas de Adriana Accorsi e Aava Santiago à Câmara dos Deputados estão confirmadas, o que pode impactar a possibilidade de um segundo turno nas eleições em Goiás.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentou persuadir ambas a formarem uma chapa majoritária no estado, mas elas optaram por seguir suas trajetórias individuais como candidatas a deputadas federais. Accorsi e Santiago lideram os diretórios estaduais do PT e do PSB, respectivamente, e são vistas como importantes puxadoras de voto para suas legendas.
Lula tinha a intenção de criar uma chapa feminina, com Accorsi como candidata ao governo e Santiago ao Senado, o que representaria o que ele considera o “cenário ideal” para a política goiana.
Aava, com 36 anos e pertencente à comunidade evangélica, traz um apelo jovem, enquanto Adriana é reconhecida por sua trajetória, tendo sido a primeira mulher a assumir o cargo de delegada-geral da Polícia Civil de Goiás em 2012.
Na quarta-feira, Lula se reuniu com as duas para discutir a situação eleitoral no estado e solicitou ao presidente nacional do PT que realizasse uma pesquisa para avaliar a viabilidade de uma chapa conjunta. O objetivo é convencê-las a se unirem em uma candidatura majoritária, fortalecendo a posição do PT em Goiás.
Espera-se que os resultados dessa pesquisa sejam divulgados até segunda-feira. Além de uma análise quantitativa, também será conduzida uma pesquisa qualitativa para entender como a candidatura de Aava ao Senado pode influenciar a percepção de Lula no estado.
Aava expressou ceticismo em relação à pesquisa, afirmando que, para ela, os resultados não alteram sua posição atual.
A recusa de Accorsi e Santiago representa um revés significativo para Lula em Goiás, enfraquecendo a base de apoio do PT, que conta com o ex-deputado estadual Luís César Bueno como pré-candidato, cujos índices nas pesquisas têm sido insatisfatórios, com apenas 5% de intenção de voto. A presença de Accorsi e Santiago na disputa poderia ter aumentado as chances de um segundo turno.
Anteriormente, uma facção do PT, liderada pelo ex-tesoureiro Delúbio Soares, buscou uma aliança com o ex-governador Marconi Perillo, pré-candidato pelo PSDB. Nesse caso, o PT abriria mão de uma candidatura própria, apoiando Perillo em troca de apoio à candidatura de Lula.
No entanto, Adriana rejeitou a ideia de aliança com Perillo, argumentando que o PSDB se opõe a Lula. O PT ainda não estabeleceu um prazo para decidir sobre sua candidatura nas eleições.
