Lula lidera com 50% das intenções de voto entre mulheres, enquanto Flávio Bolsonaro registra 40% no segundo turno, revela Datafolha
Pesquisa aponta desafios para Flávio Bolsonaro entre eleitoras femininas
A pesquisa mais recente do Datafolha destaca um desafio significativo para Flávio Bolsonaro na corrida presidencial: conquistar a aceitação do eleitorado feminino. O levantamento revela que, em um possível segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva, o atual presidente mantém uma vantagem entre as mulheres, que compõem a maioria do eleitorado brasileiro.
No cenário analisado, Lula aparece com 50% das intenções de voto entre as eleitoras, enquanto Flávio registra 40%. Entre os homens, a disputa é mais equilibrada, com 46% optando pelo senador e 45% pelo presidente. No total, Lula soma 48% das intenções, enquanto Flávio obtém 43%, com 9% dos entrevistados afirmando que votariam em branco ou nulo.
A pesquisa possui uma margem de erro de dois pontos percentuais. Para os dados segmentados por gênero, essa variação é de três pontos. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01166/2026.
Os dados também revelam que Flávio enfrenta resistência significativa entre as eleitoras, com metade delas afirmando que não votaria nele de forma alguma no primeiro turno. Em contrapartida, 44% das mulheres não votariam em Lula. Na questão da rejeição geral, o senador apresenta um índice de 48%, enquanto o presidente registra 46%. As oscilações observadas estão dentro da margem de erro em comparação a pesquisas anteriores.
Estratégia mira aproximação com eleitoras
Com as mulheres representando cerca de 52% do eleitorado, esse segmento é visto como crucial para os candidatos à presidência. Nos bastidores da pré-campanha, a equipe de Flávio reconhece a necessidade de ampliar o apoio feminino como prioridade estratégica. A expectativa é que o desempenho entre as eleitoras possa ser decisivo em uma disputa acirrada.
Uma das estratégias em discussão é a escolha de uma vice-presidente, embora o nome ainda não tenha sido definido. Além disso, a comunicação voltada ao público feminino está sendo ampliada, com a intenção de dar mais visibilidade à mulher do senador, Fernanda Bolsonaro, que participará de eventos da campanha abordando temas relacionados à saúde da mulher e à família.
Recentemente, Flávio lançou o programa “Brasil por Elas”, que inclui propostas voltadas às mulheres, como a distribuição gratuita de internet e celulares, além de vouchers para creches, buscando fortalecer sua imagem entre esse público.
Declarações de aliado ampliam desgaste
Contudo, a situação se complica com declarações de aliados. O influenciador Paulo Figueiredo, próximo a Flávio, fez comentários controversos sobre o voto feminino, afirmando que mulheres “votam muito mal”. Após a repercussão negativa, ele reiterou sua posição nas redes sociais, o que gerou ainda mais desconforto.
Esses episódios ocorrem pouco depois de um vídeo em que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro relatou ter sido humilhada pelo enteado, criando um novo desgaste político. Apesar de ambos terem se reconciliado publicamente em vídeos, a situação ainda gera tensão na campanha.
