Lula orienta advogado sobre apresentação de Lulinha à Justiça para esclarecimentos

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Presidente Lula orienta filho a se apresentar à Justiça em meio a inquéritos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, deve se apresentar à Justiça para prestar esclarecimentos. A orientação foi dada durante uma reunião no Palácio da Alvorada.

O encontro contou com a presença do advogado Marco Aurélio de Carvalho, que defende Lulinha, e do candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad. Segundo Marco Aurélio, a reunião tinha como foco as agendas de Lula em São Paulo, mas o presidente deixou claro que seu filho deve estar à disposição da Justiça.

O advogado destacou que Lula não deseja que seu filho seja visto como alguém acima da lei. O presidente também expressou que não quer uma Polícia Federal que proteja aliados ou persiga adversários, afirmando que não ganhou as eleições para aparelhar instituições.

Os inquéritos que envolvem Lulinha estão gerando preocupação entre os membros da campanha de Lula à reeleição. Nos bastidores, há um clima de apreensão, pois a equipe petista está incerta sobre os desdobramentos futuros.

Lulinha é investigado por tráfico de influência, supostamente buscando vantagens no governo federal, em parceria com a lobista Roberta Luchsinger. Esta empresária atuava para Antônio Carlos Camilo Antunes, preso por desvio de recursos de aposentadorias.

Diálogos obtidos pela Polícia Federal revelam que Roberta pretendia lucrar 20% em um negócio de cannabis medicinal. As investigações indicam que, junto a Lulinha, ela tentava vender medicamentos à base de canabidiol ao SUS sem licitação, além de ter enviado um contrato a Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete de Lula.

Marco Aurélio garantiu que não repassou o documento. Ele deixou a campanha de Lula recentemente, após a PF descobrir pagamentos feitos por Roberta a ele, que foram justificados como um empréstimo já quitado.

Além disso, as conversas analisadas mencionam um advogado próximo ao ministro do STF Kassio Nunes Marques, que também estaria envolvido no contrato de canabidiol.

A PF relatou que Roberta demonstrava ter “autorização” para agir em nome de Lulinha, afirmando ser representante do filho do presidente em diálogos com interlocutores do governo.

A defesa de Lulinha denunciou “vazamentos seletivos e criminosos” por parte da Polícia Federal, argumentando que isso tem fins eleitorais. O advogado Marco Aurélio de Carvalho enfatizou que o devido processo legal deve ser respeitado, ressaltando que “ninguém está acima da lei, mas também não pode ser tratado como se estivesse abaixo dela”.

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