Lula planeja transformar Brasil em país desenvolvido em quatro anos

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O presidente Lula expressa urgência em transformar o Brasil em um país desenvolvido nos próximos quatro anos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou sua determinação em acelerar a transformação do Brasil em um país desenvolvido ao longo de seu mandato. Ele acredita que o Brasil possui um potencial extraordinário, especialmente nas áreas de energia renovável, minerais críticos e terras raras, que podem atrair investimentos produtivos.

Durante uma reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), Lula enfatizou a importância de aproveitar as vantagens competitivas do Brasil para promover o desenvolvimento econômico e social. Ele destacou que, em apenas quatro anos, pretende elevar o país do status de em desenvolvimento para desenvolvido.

“Eu quero, em apenas quatro anos, tirar o Brasil do estágio de país em desenvolvimento e colocá-lo no estágio de país desenvolvido”, afirmou.

O presidente também mencionou o avanço do Mapa do Caminho para a transição energética, que demonstra que metas consideradas inviáveis podem ser alcançadas com decisão política e articulação eficaz. Ele ressaltou que, apesar das resistências enfrentadas, especialmente de países produtores de petróleo, o Brasil conseguiu avançar nas discussões climáticas durante a COP30.

O Mapa do Caminho orienta a implementação de compromissos climáticos, visando a transição dos combustíveis fósseis e a reversão do desmatamento e degradação florestal.

Energia limpa

Lula também destacou as oportunidades na geração de energia limpa. Ele mencionou o crescente interesse internacional por data centers e afirmou que o governo está disposto a atrair investimentos, mas com a condição de que esses empreendimentos produzam sua própria energia.

O presidente acredita que o Brasil está em um momento excepcional, com perspectivas de futuro que poucos países possuem. Ele associou o futuro econômico do Brasil à produção de energia limpa, à atração de data centers e à valorização dos recursos naturais.

“Quem vier investir construa a sua própria energia. Não vai ser a energia do povo que vai ser utilizada para data center”, enfatizou.

Congresso

Lula atribuiu parte dos resultados de seu governo à capacidade de articulação política. Ele destacou que, mesmo sem uma maioria no Congresso Nacional, conseguiu avanços significativos.

“Conseguimos esse sucesso todo num Congresso teoricamente adverso”, disse, ressaltando que a aprovação de medidas econômicas e estruturais foi resultado da competência de negociação e persuasão.

Responsabilidade fiscal

Em relação às contas públicas, Lula mencionou que assumiu o governo com um déficit fiscal de 2,8% e agora apresenta um orçamento superavitário. Ele garantiu que manterá uma política de responsabilidade fiscal, aliada à responsabilidade social, sem comprometer os investimentos voltados à população mais vulnerável.

O presidente enfatizou que o ajuste fiscal não será feito às custas dos mais pobres. “A única coisa que ele [o mercado] tem que saber é que o pobre não pagará a conta. Não levaremos o povo pobre a nenhum sacrifício”, afirmou.

Segundo Lula, a responsabilidade fiscal não impede a contratação de financiamentos para investimentos estruturantes. Ele argumentou que é possível fazer dívidas para construir ativos que beneficiem o país, como ferrovias, estradas, pontes e aeroportos, desde que se tenha um plano para pagá-las.

Para o presidente, a combinação de responsabilidade fiscal, investimentos produtivos, transição energética e políticas sociais cria uma oportunidade histórica para acelerar o desenvolvimento do Brasil.

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