Mais da metade dos brasileiros se opõe à redução de penas para condenados no 8 de janeiro, aponta pesquisa da Genial/Quaest
Pesquisa revela a opinião da população sobre a redução das penas dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
Uma pesquisa recente indica que 52% dos brasileiros são contrários à redução das penas dos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Em contraste, 39% dos entrevistados se mostram favoráveis à medida.
O levantamento foi realizado entre os dias 8 e 11 de maio, após a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto que trata da dosimetria das penas. Essa questão tem gerado intensos debates na sociedade e entre os legisladores.
Em dezembro de 2025, quando o projeto de lei foi inicialmente aprovado, a divisão entre os grupos favoráveis e contrários era equilibrada, com 46% de cada lado. A proposta, que visava alterar as penas, recebeu veto presidencial, mas este foi posteriormente derrubado pelo Congresso Nacional.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu a aplicação da nova lei até que a Corte decida sobre sua constitucionalidade, o que gerou mais incertezas sobre o futuro da legislação.
Adicionalmente, 54% dos entrevistados acreditam que a aprovação do projeto visa beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, com o intuito de reduzir uma possível pena a ser aplicada a ele. Outros 34% consideram que a proposta foi criada para diminuir as penas de todos os condenados pelos atos de 8 de janeiro, enquanto 12% preferiram não opinar ou não souberam responder.
Em uma comparação com o cenário de dezembro, 58% acreditavam que a medida beneficiaria Bolsonaro, e 30% viam a proposta como uma forma de favorecer todos os envolvidos nos atos. Apenas 12% não se manifestaram sobre o assunto.
Além disso, o presidente Lula, em conversas com aliados, expressou a intenção de reafirmar sua prerrogativa na escolha de indicados para o Supremo Tribunal Federal, destacando que a decisão do Senado não foi uma derrota pessoal para o indicado, mas sim para seu governo.
