Mercado apresenta negócios pontuais enquanto produtores se mantêm firmes antes do relatório do USDA

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Mercado brasileiro de soja apresenta negociações pontuais em meio a incertezas.

O mercado brasileiro de soja manteve algumas movimentações nesta terça-feira (11), embora os volumes tenham sido restritos às necessidades imediatas dos produtores. A valorização do dólar durante o dia contrabalançou as perdas observadas na Bolsa de Chicago, resultando em um cenário mais neutro para as transações físicas.

Certainas regiões apresentaram alta nos preços, oferecendo oportunidades de negócios, mas a proximidade do relatório que será divulgado nesta quarta-feira (12) diminuiu a disposição dos participantes do mercado para operações de maior magnitude.

Conforme análise de especialistas, muitos produtores estão mantendo suas ofertas acima das cotações atuais, o que tem inibido a realização de grandes volumes de negociação.

As cotações da soja no Brasil refletem um leve aumento em diversas praças, destacando-se:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 139,00 para R$ 140,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 140,00 para R$ 141,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 134,50 para R$ 135,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 131,00 para R$ 133,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 129,50 para R$ 130,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 130,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 145,50 para R$ 146,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 146,00 para R$ 147,00

Soja em Chicago

No mercado internacional, os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam em baixa nesta terça-feira (11). Os investidores preferiram ajustar suas posições antes da divulgação do relatório mensal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), esperado para amanhã.

O clima favorável nas regiões produtoras americanas continua influenciando as cotações. Dados recentes indicam que 62% das lavouras de soja dos EUA estão em boas ou excelentes condições, um leve recuo em relação à semana anterior.

Até o momento, 26% das áreas cultivadas nos EUA enfrentam seca, mas as recentes chuvas e temperaturas amenas têm beneficiado o desenvolvimento das lavouras.

O USDA deverá revisar para baixo suas estimativas de produção e estoques para a safra 2026/27, prevendo uma colheita de 4,469 bilhões de bushels, uma leve redução em relação à previsão anterior. Os estoques de passagem também devem ser ajustados, com expectativas de 302 milhões de bushels.

No âmbito mundial, as projeções para os estoques finais de soja em 2026/27 estão em 124,4 milhões de toneladas, enquanto para 2025/26 espera-se um aumento na estimativa de 125,3 milhões para 125,6 milhões de toneladas.

Contratos futuros de soja

Os contratos de soja em grão com entrega programada para novembro fecharam com uma baixa de 10,75 centavos de dólar, ou 0,91%, a US$ 11,68 3/4 por bushel. Para a posição de janeiro, a cotação foi de US$ 11,84 1/4 por bushel, com uma retração de 10,50 centavos de dólar ou 0,87%.

No mercado de subprodutos, o farelo de soja para dezembro teve uma baixa de US$ 0,70, ou 0,22%, fechando a US$ 310,90 por tonelada. Já o óleo de soja com vencimento em dezembro encerrou a US$ 68,12 centavos, uma queda de 1,02 centavo ou 1,47%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a

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