Mercado de iscas vivas no interior de SP é impulsionado pelo fim da piracema

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Fim da piracema impulsiona a produção de iscas vivas na região de Rio Preto

Com o término da piracema, que é o período de reprodução dos peixes, o mercado de iscas vivas se aquece na região de Rio Preto, interior de São Paulo. A volta da temporada de pesca em fevereiro se torna uma alternativa significativa de renda para os produtores locais.

Em Mirassol, um dos destaques é um produtor que consegue vender até 700 litros de minhocas gigantes semanalmente. Na cidade vizinha de José Bonifácio, um casal alcançou a impressionante marca de um milhão de lambaris vendidos em apenas dois meses.

Na região de Mirassol, Walter Roberto se especializou na criação da minhoca gigante africana, que pode atingir até 40 centímetros. O empreendimento, que começou com um pequeno canteiro para seu antigo pesqueiro, agora atende a oito lojas e realiza vendas significativas semanalmente. A criação é realizada em quatro galpões, onde as minhocas são alimentadas com resíduos da cana-de-açúcar.

Por outro lado, na zona rural de José Bonifácio, Gisele Rampasso e Renato Scarin dedicam-se à criação de lambaris desde 2021. Durante os meses de janeiro e fevereiro deste ano, eles venderam um milhão de iscas vivas, com a maior demanda concentrada no lambari “GG”, que mede 15 centímetros e leva cerca de nove meses para se desenvolver.

Os peixes são criados em 60 tanques e comercializados por unidade, com preços que variam entre R$ 0,30 e R$ 0,60, atendendo a lojas em São Paulo e Minas Gerais. A alta produção dos criadores reflete a crescente demanda do mercado local.

Uma loja de iscas em São José do Rio Preto, por exemplo, precisa de reposição semanal, principalmente de minhocas e lambaris, que são considerados iscas versáteis e eficientes para a pesca.

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