Meta, Walmart e Stripe lançam padrão aberto para agentes de inteligência artificial
Empresas se unem para criar padrão aberto para regulamentar interação de IA com negócios
Meta, Walmart, Stripe e outras empresas anunciaram a criação de um padrão aberto de tecnologia para regular como agentes de inteligência artificial (IA) pessoais interagem com negócios. Essa iniciativa surge em meio ao crescimento do Muse, um agente de IA lançado pela Meta, e visa mitigar o “caos” no ambiente corporativo, conforme descrito por Bret Taylor, presidente do conselho da OpenAI.
A proposta reúne diversas empresas que estão desenvolvendo um “protocolo de agente pessoal”, um conjunto de regras técnicas que definem como e quando agentes de IA podem acessar sistemas e informações corporativas. Essa colaboração busca estabelecer diretrizes claras para o uso responsável da tecnologia no ambiente de negócios.
Bret Taylor, que lidera o projeto pela Sierra, uma startup de IA empresarial que co-fundou, enfatiza a necessidade de mecanismos que permitam distinguir agentes de IA de usuários humanos. Ele alerta sobre os riscos de permitir que bots acessem serviços sem a devida autorização, criando um cenário de incerteza até que um padrão seja estabelecido.
Popularidade do Muse e bloqueios
Desde seu lançamento em setembro de 2026, o Muse se consolidou como o agente de IA pessoal mais popular, liderando as paradas da App Store da Apple. Contudo, esse crescimento gerou reações adversas, como o bloqueio de agentes da Meta pela Amazon, que expressou preocupações sobre a coleta não autorizada de dados de seus sites.
A Amazon também tomou medidas contra a Perplexity, bloqueando seu agente de IA e movendo uma ação judicial, alegando que a startup tentou ocultar suas operações para coletar dados sem consentimento. A Perplexity respondeu caracterizando o processo como uma tática de intimidação.
David Singleton, vice-presidente de engenharia dos Meta Superintelligence Labs, destaca que o novo padrão visa oferecer visibilidade e controle sobre as ações dos agentes nos sites. Ele ressalta a importância de os clientes compartilharem dados pessoais para que os agentes funcionem de maneira eficaz, comparando a proposta a um sistema de e-mail que facilita a comunicação entre diferentes plataformas.
Padrão aberto e adesão esperada
Taylor comparou o novo mecanismo de autenticação à prática comum de login em sites usando credenciais de plataformas como Google ou Facebook. O objetivo é permitir que as empresas identifiquem bots e monitorem as atividades dos agentes pessoais em seus sistemas.
Singleton menciona que o Muse já possui milhões de usuários nos Estados Unidos e continua a crescer rapidamente, com pessoas utilizando o agente para diversas tarefas, como agendar consultas e comprar presentes. Ele enfatiza a necessidade de um sistema que possibilite essas interações de forma mais eficiente.
Atualmente, OpenAI e Anthropic não estão envolvidas na iniciativa, mas Taylor expressou esperança de que ambas se juntem ao esforço. Ele afirmou que ficará desapontado se o padrão não for adotado por concorrentes, reiterando que o objetivo é estabelecer um padrão aberto que beneficie toda a indústria.