Milhares de pessoas se reúnem na Avenida Paulista em apoio à reeleição de Lula
Manifestação em São Paulo apoia a reeleição de Lula e reúne diversas entidades sociais.
Uma grande manifestação tomou conta da Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (11), com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição. O evento, intitulado Marcha Pela Democracia, foi organizado de forma independente por movimentos sociais e fãs de artistas populares.
Entre os participantes, destacaram-se torcidas organizadas de clubes de futebol, como Palmeiras e Corinthians, além da Parada do Orgulho LGBT+ e movimentos estudantis. Essa diversidade de grupos reflete um forte desejo de mobilização em prol da continuidade do governo atual.
Semana decisiva
Durante a manifestação, Lula enfatizou a importância da semana que se inicia, que será crucial para as eleições presidenciais. Ele mencionou a votação no Senado prevista para a próxima quarta-feira (14), que discutirá a proposta de fim da escala de trabalho 6×1.
“Nesta semana, vai se provar como é que o partido do meu adversário [o PL] vai votar: se ele vai querer manter os trabalhadores trabalhando seis dias e descansando um, ou se ele vai votar para o trabalhador ter os dois dias de descanso”, afirmou.
O presidente também foi questionado sobre a tentativa da oposição de adiar a votação no Senado até após o segundo turno das eleições, que ocorrerá em 25 de outubro. Lula considerou essa manobra uma estratégia para enganar a população.
“A data da votação já está marcada, portanto, a única coisa que a oposição pode fazer é demonstrar se terão coragem de votar contra ou a favor”, declarou.
Tesouraço
Lula criticou o corte de gastos proposto por seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), conhecido como “tesouraço”. Ele alertou que essa medida pode impactar negativamente os mais pobres.
“O tesouraço dele possivelmente seria o mesmo que o do presidente da Argentina, Javier Milei, ou seja, cortar direitos do povo pobre e levar a população de volta à miséria. Isso não podemos permitir no Brasil”, enfatizou.
O candidato também mencionou a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública, que visa criar um Ministério da Segurança Pública. Ele acredita que isso permitirá ao governo federal atuar de forma mais efetiva no combate à criminalidade.
“Poderemos dizer ao povo brasileiro que, para os trabalhadores e a comunidade, haverá proteção; para os criminosos, prisão, pois o governo fará uma intervenção na segurança pública, algo que a Constituição ainda não permite”, afirmou.
Discurso
Em seu discurso, realizado em um carro de som em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP), Lula criticou a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, especialmente durante a pandemia de covid-19.
“Vocês sabem o que a família bolsonarista fez neste país. Um presidente que riu de pessoas morrendo asfixiadas por falta de oxigênio e que não acreditou na medicina, receitando remédios sem eficácia”, denunciou.
O candidato também destacou os avanços em educação durante sua gestão e prometeu uma revolução nas áreas de tecnologia e segurança. “Quando assumimos a presidência em 2003, o Brasil tinha 4,8 milhões de pessoas com diploma universitário. Hoje, já são 26 milhões, e nosso objetivo é alcançar 50 milhões, 100 milhões”, disse.
Abstenção
Lula abordou a preocupação com a alta taxa de abstenção no primeiro turno das eleições, que atingiu 21,08%. Ele fez um apelo especial aos eleitores acima de 70 anos para que compareçam às urnas e exerçam seu direito de voto.
“Se essa pessoa não quer votar por si, ela deve pensar em seus filhos, netos e na pátria que deve cuidar. Não podemos permitir que os bandidos voltem a governar este país”, acrescentou.
Outros atos
Além da manifestação em São Paulo, atos de apoio à candidatura de Lula ocorreram em diversos estados. Em Alagoas, a Praça Sete Coqueiros foi ocupada, enquanto no Rio de Janeiro houve mobilizações em Copacabana e Icaraí. Os atos também pediram o fim da escala de trabalho 6×1.
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