Nasa divulga tamanho do buraco causado por foguete da SpaceX na Lua e Coreia do Sul apresenta imagens inéditas do impacto

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Impacto de estágio do Falcon 9 gera nova cratera na Lua

Um estágio do foguete Falcon 9 colidiu com a superfície lunar, resultando em uma nova cratera com aproximadamente 18 metros de diâmetro e 3,5 metros de profundidade.

O evento ocorreu nas proximidades das crateras Einstein e Bell e está sob análise de cientistas de diversas agências espaciais. Essa colisão é um marco significativo para a pesquisa lunar, pois oferece novas oportunidades para entender os efeitos de impactos na superfície da Lua.

A velocidade do impacto foi de cerca de 8.700 km/h. O estágio do foguete vagou pelo espaço por mais de um ano e meio antes de atingir a Lua, após o lançamento de missões lunares como o Blue Ghost-1 e o Hakuto-R.

Na sequência do impacto, foram divulgadas imagens da área afetada, capturadas pela sonda Danuri (KPLO) da Coreia do Sul. Essas imagens são notáveis, pois documentam um evento de colisão com registros feitos imediatamente antes e depois do impacto.

As fotografias revelam alterações no relevo da região, além de indícios de dispersão de poeira e fragmentos de rocha resultantes da colisão. Especialistas estimam que a colisão pode ter lançado uma nuvem de poeira a até 100 quilômetros do ponto de impacto.

Esses dados serão compartilhados com a NASA, que planeja realizar fotografias do mesmo local utilizando a sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), que está em órbita da Lua desde 2009.

Foguete em órbita e sua trajetória alterada

A parte do foguete que colidiu com a Lua tinha cerca de 14 metros de comprimento, 4 metros de diâmetro e pesava aproximadamente 4 toneladas. Essa parte foi responsável por impulsionar duas sondas em direção ao satélite natural e, após a missão, permaneceu em órbita ao redor da Terra.

Durante os 18 meses em que esteve em órbita, o estágio do foguete sofreu pequenas influências gravitacionais da Terra, da Lua e do Sol, além da pressão da luz solar, que alteraram sua trajetória e o levaram a colidir com a Lua.

Astrônomos monitoraram o objeto durante todo esse período e conseguiram prever tanto o momento quanto o local do impacto. Essa colisão será utilizada como objeto de estudo para futuras missões espaciais.

As informações obtidas poderão aperfeiçoar modelos utilizados no planejamento de missões tripuladas e na construção de bases permanentes na Lua, permitindo uma estimativa mais precisa dos riscos associados a impactos na superfície lunar.

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