Nikolas critica Janja por suposto silêncio seletivo na defesa das mulheres

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Deputado critica primeira-dama por silêncio em casos de misoginia

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) acusou a primeira-dama Janja Lula da Silva de adotar um “silêncio seletivo” na defesa das mulheres. A declaração foi feita em um vídeo divulgado nas redes sociais no último domingo.

Ele mencionou o caso de Silvio Almeida, ex-ministro dos Direitos Humanos, que foi demitido em setembro de 2024 após acusações de assédio sexual. Almeida está atualmente sob investigação no Supremo Tribunal Federal, que tramita em sigilo.

“Um cara vai cometer um crime no futuro, não dá pra prever. Mas o que se pode fazer é se manifestar. Você se solidarizou com a ministra, mas ficou em silêncio sobre a atitude de Silvio Almeida”, afirmou. O deputado questionou se a primeira-dama teria agido da mesma forma se Almeida fosse ministro de um governo anterior, insinuando que sua defesa é seletiva.

Nikolas também apontou que o presidente Lula demitiu três mulheres de seu governo para acomodar homens do Centrão. Ele destacou que uma das demitidas havia denunciado ataques de misoginia.

As ex-ministras da Saúde e das Mulheres, Nísia Gonçalves e Cida Gonçalves, foram mencionadas. Nísia, em 2025, denunciou uma campanha misógina contra seu trabalho, enquanto Cida afirmou que sua demissão não foi por incompetência.

ENTENDA

A declaração de Nikolas foi uma resposta a um vídeo de Janja, que havia feito um apelo à Câmara dos Deputados para a rápida votação de um projeto que criminaliza o discurso de misoginia. Ela enfatizou a importância da aprovação do projeto como um instrumento de proteção às mulheres.

O projeto, relatado pela senadora Soraya Thronicke, classifica a misoginia como uma manifestação de ódio a mulheres, equiparando-a juridicamente ao racismo, com penas mais severas e inafiançáveis.

Janja também se manifestou contra críticas ao projeto, afirmando que alguns homens estavam disseminando fake news sobre a proposta. Ela respondeu diretamente a Nikolas, que havia chamado o projeto de “loucura”, enfatizando a urgência da luta contra o discurso de ódio.

A PROPOSTA

Misoginia é definida como o desprezo ou aversão às mulheres. O projeto foi aprovado pelo Senado e, se sancionado, tipificará como crime atos de injúria e discriminação motivados por misoginia, com penas que variam de 1 a 5 anos, dependendo da gravidade da ofensa.

O juiz deverá considerar discriminatórias atitudes que causem constrangimento ou humilhação a mulheres, estabelecendo um marco legal significativo na proteção dos direitos femininos.

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