Nikolas, Pavanato e deputados eleitos influenciam a eleição de 25 colegas para a Câmara
Fenômeno dos “puxadores de voto” impacta eleição na Câmara dos Deputados
Nas últimas eleições para a Câmara dos Deputados, candidatos como Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP) se destacaram ao receber mais de 3 milhões de votos cada, contribuindo significativamente para a eleição de outros colegas de partido.
Nikolas Ferreira, além de garantir sua própria cadeira, teve votos suficientes para eleger mais 13 deputados do PL em Minas Gerais. Da mesma forma, Lucas Pavanato assegurou a eleição de mais sete colegas de partido em São Paulo, demonstrando o impacto que um candidato pode ter na composição da Casa.
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) também foi reeleita, contribuindo para a eleição de outros três membros de sua federação. No entanto, alguns candidatos que poderiam ter sido beneficiados não conseguiram atingir a cláusula de desempenho individual, que exige um mínimo de votos para que a votação de um candidato possa ajudar a eleger outros.
O sistema de votação proporcional brasileiro permite que candidatos com menos votos sejam eleitos, desde que estejam em partidos que alcancem o quociente eleitoral. Esse quociente varia de estado para estado, e em Minas Gerais, por exemplo, foi de 214 mil votos. Nikolas Ferreira superou essa marca em mais de 13 vezes, permitindo a eleição de candidatos que, de outra forma, não teriam chances.
Entre os eleitos com a ajuda de Nikolas está Marcelo Álvaro Antônio, ex-ministro do Turismo, e Thiago Milhim, que mudou seu domicílio eleitoral para Minas Gerais para aumentar suas chances de eleição. Essa estratégia foi articulada por dirigentes de seu partido.
Em São Paulo, Lucas Pavanato também teve uma votação expressiva, superando o quociente eleitoral em sete vezes, o que beneficiou candidatos que buscavam reeleição, mas que não teriam conseguido em outros partidos.
Erika Hilton, com mais de 1,5 milhão de votos, garantiu a eleição de Sônia Guajajara, que, com 54,2 mil votos, não teria conseguido se estivesse em outra legenda. No entanto, outros candidatos não conseguiram ser eleitos por não atingirem a cláusula de desempenho individual.
No Ceará, André Fernandes foi o candidato mais votado, com 684,3 mil votos, garantindo mais uma cadeira para seu partido, beneficiando o deputado estadual Carmelo Neto. Ana Elisa, do PT, destacou-se como a candidata mais votada do País, ajudando na reeleição de Dandara em Minas Gerais.
Em Santa Catarina, Júlia Zanatta se destacou com 560,2 mil votos, assegurando sua cadeira e a de Zé Trovão. No Paraná, Jeffrey Chiquini, do Novo, com 425,3 mil votos, “puxou” Paulo Martins, vice-prefeito de Curitiba, para a Câmara.