Novo solicita investigação do Conselho de Ética contra Lindbergh por acusações a Gaspar

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Partido Novo denuncia Lindbergh Farias por quebra de decoro na Câmara dos Deputados.

O partido Novo protocolou uma representação no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados contra o deputado Lindbergh Farias, do PT do Rio de Janeiro. A denúncia surgiu após um incidente de confronto verbal durante uma reunião da CPMI do INSS.

A acusação envolve um comentário ofensivo feito por Farias, que se referiu ao deputado Alfredo Gaspar, do PL de Alagoas, chamando-o de “estuprador”. O episódio ocorreu na última quinta-feira, quando o colegiado discutia a leitura do relatório da comissão.

De acordo com a representação, a ofensa foi proferida em meio ao tumulto no plenário. Embora o microfone de Lindbergh estivesse desligado, a fala foi captada pela transmissão oficial e registrada nas notas taquigráficas da comissão.

A legenda argumenta que a atitude de Farias constitui uma violação do decoro parlamentar. O pedido ao Conselho de Ética destaca que a acusação foi feita sem provas e que a suposta vítima negou publicamente qualquer envolvimento com o parlamentar alagoano.

O líder do partido na Câmara, deputado Marcel van Hattem, enfatizou que divergências políticas não justificam a imputação de crimes sem evidências. Ele declarou que a difamação não deve ser normalizada no ambiente legislativo.

“A divergência política é legítima, mas a difamação não pode ser normalizada dentro do Congresso. Imputar um crime gravíssimo a outro parlamentar sem qualquer evidência não pode ser tratado como retórica política. É um fato grave que precisa ser punido pelo Conselho de Ética, que é o foro adequado para tratar de situações como a ocorrida”.

O partido Novo solicita a abertura de um processo disciplinar contra Lindbergh Farias e a aplicação das sanções previstas no Código de Ética da Câmara. As possíveis punições incluem advertência, suspensão temporária do mandato e, em casos mais graves, a perda do cargo parlamentar.

Agora, o caso será analisado pela Mesa Diretora e, em seguida, pelo Conselho de Ética, que é responsável por avaliar possíveis violações de decoro entre os deputados federais.

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