O Novo Líder do Irã: Quem é o Presidente do Parlamento que Trump Tem em Vista
Presidente do Parlamento iraniano é considerado interlocutor chave para os EUA
Em 1º de fevereiro de 2026, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, foi visto participando de uma sessão em Teerã, vestindo uniforme do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).
Ghalibaf, de 64 anos, é considerado pela Casa Branca um dos principais interlocutores no Irã e, possivelmente, um candidato viável para um futuro governo que possa contar com apoio dos EUA. Essa percepção é resultado de análises internas que indicam sua influência e potencial em um cenário político em transformação no país.
Embora tenha feito ameaças ao governo americano no passado, Ghalibaf é visto por alguns funcionários da administração como uma figura confiável, capaz de negociar uma saída diplomática em meio a tensões crescentes. A complexidade da política iraniana, marcada por um sistema que não é totalmente democrático, envolve a aprovação de candidatos por comissões alinhadas ao líder supremo e aos aiatolás, que exercem controle sobre o regime.
A trajetória política de Ghalibaf começou na década de 1980, como militar durante a Guerra Irã-Iraque. Ele ocupou diversos cargos ao longo dos anos, incluindo o de comandante da Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária, posição que lhe foi conferida pelo aiatolá Ali Khamenei. Além disso, foi chefe do comando policial e prefeito de Teerã, antes de assumir a liderança do Parlamento em 2020.
Funcionários do governo Trump indicaram que Ghalibaf é o candidato mais forte considerado para uma possível colaboração futura, embora outros nomes estejam sendo analisados. Um entrevistado destacou que, apesar de Ghalibaf ser uma opção promissora, a avaliação de candidatos deve ser cuidadosa.
“O objetivo é instalar alguém como Delcy Rodríguez na Venezuela e dizer: ‘Vamos mantê-la lá. Não vamos tirá-la de lá. Você vai trabalhar conosco. Você vai nos dar um bom acordo, um acordo prioritário para o petróleo'”, afirmou uma das fontes.
Nesta semana, Trump anunciou uma pausa de cinco dias nos ataques a alvos energéticos no Irã, abrindo espaço para negociações. Um dos fatores que pesam na decisão do presidente é o temor de que um conflito prolongado possa elevar os preços do petróleo, impactando a inflação nos EUA e sua popularidade, especialmente com as eleições legislativas se aproximando.
A situação é delicada, pois um cenário econômico desfavorável poderia favorecer os democratas nas eleições de meio de mandato, complicando a aprovação de propostas legislativas e a implementação da agenda política de Trump.
