Oposição responsabiliza Lula pela revogação do visto da embaixadora nos EUA
Críticas ao governo Lula após revogação de visto da embaixadora brasileira nos EUA
Flávio Bolsonaro e seus aliados expressaram descontentamento com a gestão do governo federal em relação à diplomacia com os Estados Unidos, especialmente após a revogação do visto da embaixadora brasileira em Washington.
Na terça-feira, a decisão do governo dos EUA, que cancelou o visto de Maria Luiza Viotti, foi atribuída à lentidão do Brasil em aprovar o embaixador indicado por Donald Trump, Daniel Perez. Essa situação gerou uma onda de críticas por parte de políticos da oposição, que responsabilizaram a administração petista pela crise diplomática.
Flávio Bolsonaro, candidato à presidência, afirmou que a ação dos EUA é resultado da “incompetência” e do “rancor” do governo atual. Ele se manifestou em suas redes sociais, prometendo que um novo presidente em 2027 irá restabelecer relações respeitosas com outras nações e defenderá os interesses do Brasil.
Seu irmão, Eduardo Bolsonaro, também criticou a decisão americana, enfatizando que a situação é sem precedentes e que a responsabilidade recai sobre o ego do presidente Lula. Ele alertou que as consequências dessa crise diplomática seriam sentidas pela população brasileira.
Eduardo, que reside nos EUA, relatou ter participado de uma conversa com um oficial do Departamento de Estado, que confirmou o cancelamento do visto e indicou que novas medidas poderiam ser consideradas contra o Brasil, aumentando a tensão entre os países.
Reações do governo e defensores
Por outro lado, a base governista criticou a postura dos Estados Unidos. O deputado Lindbergh Farias declarou que o Brasil não aceitará interferências externas e ressaltou a postura altiva do governo Lula diante da situação.
A deputada Maria do Rosário também se manifestou, afirmando que a revogação do visto intensifica a tensão diplomática e sugere uma possível ofensiva da Casa Branca para desestabilizar as eleições brasileiras. Ela destacou que essa decisão é inédita e foi vista como um sinal de que os EUA poderiam intervir no processo eleitoral.
As reações a essa situação indicam um clima de crescente polarização política, com desdobramentos que podem impactar as relações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos nos próximos meses.
