Padilha se refere a Flávio como “poderoso chefão” dos hospitais do Rio ao lado de Lula

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Ministro da Saúde critica senador Flávio Bolsonaro por suposto controle de milícias em hospitais públicos.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, fez graves acusações contra o senador Flávio Bolsonaro, referindo-se a ele como “Bolsonarinho”. Durante um evento, Padilha alegou que, durante a presidência de Jair Bolsonaro, hospitais públicos e instituições federais de saúde teriam sido entregues ao controle de milícias.

Em suas declarações, o ministro destacou que havia um “poderoso chefão” nos hospitais federais do Rio de Janeiro, que teria influência sobre as indicações de diretores e contratos. Ele enfatizou que a situação era alarmante, com denúncias de que profissionais de saúde eram obrigados a pagar pedágios para utilizar o estacionamento do Hospital Cardoso Fontes.

Padilha ressaltou que a entrada do Ministério da Saúde nesse hospital revelou práticas irregulares e a presença de milícias que dominavam o local. A situação levantou preocupações sobre a segurança e a integridade dos serviços de saúde pública.

A declaração do ministro ocorreu durante a cerimônia de inauguração das novas instalações do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e do lançamento do Centro de Desenvolvimento e Produção de Terapias. O evento contou com a presença do presidente Lula, do governador em exercício do Rio, Ricardo Couto, e de diversas autoridades.

Além das acusações sobre o controle de milícias, Padilha também mencionou que Flávio Bolsonaro foi responsável pelo fechamento de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) durante a pandemia, o que teria comprometido a assistência a pacientes críticos.

A assessoria de imprensa do senador foi contatada, mas não houve retorno até o fechamento desta edição. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações.

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