Petroleiras registram lucro de US$ 30 milhões por hora em meio ao conflito no Irã

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Petrolíferas podem alcançar lucros extraordinários de US$ 234 bilhões até 2026 devido à alta dos preços do petróleo.

As grandes petrolíferas estão projetadas para arrecadar impressionantes US$ 234 bilhões em lucros extraordinários até o final de 2026, caso os preços do petróleo permaneçam na faixa dos US$ 100 por barril.

Desde o início do conflito no Oriente Médio, as empresas do setor têm registrado lucros significativos, estimados em cerca de US$ 30 milhões por hora. A escalada da guerra, especialmente com o fechamento do estreito de Ormuz, impactou diretamente o fornecimento global de petróleo e gás, resultando em um aumento considerável nos preços.

Em março, a cotação média do barril atingiu US$ 100, e esse aumento nos preços deve gerar ganhos extraordinários para as principais companhias do setor. No primeiro mês do conflito, os lucros adicionais somaram US$ 23 bilhões, refletindo a forte demanda e a escassez de oferta no mercado.

Os consumidores e empresas estão sentindo o impacto direto dessa situação, enfrentando preços elevados para combustíveis e energia. Para mitigar os efeitos da alta, alguns países, como Brasil, Itália e África do Sul, têm adotado medidas como a redução de tributos sobre combustíveis, o que, por sua vez, afeta a arrecadação destinada a serviços públicos.

Entre as empresas que se beneficiaram com essa situação, a Saudi Aramco lidera a lista, seguida por outras gigantes como ExxonMobil, Gazprom e Chevron. A Petrobras também se destaca entre as companhias que estão obtendo ganhos significativos nesse período.

As estimativas de lucros extraordinários para o período de março a dezembro de 2026, com o barril a US$ 100, incluem:

  • Saudi Aramco: US$ 25,5 bilhões;
  • Kuwait Petroleum: US$ 12,1 bilhões;
  • ExxonMobil: US$ 11 bilhões;
  • Gazprom: US$ 10,8 bilhões;
  • Chevron: US$ 9,2 bilhões;
  • PetroChina: US$ 9,2 bilhões;
  • Petrobras: US$ 8 bilhões;
  • Shell: US$ 6,8 bilhões;
  • Rosneft: US$ 6,6 bilhões;
  • ADNOC: US$ 6,4 bilhões.

No Brasil, a Petrobras pode ver um aumento nas receitas devido à valorização do petróleo, mas isso também pressiona os preços internos dos combustíveis e, consequentemente, o custo de vida da população.

Além disso, o conflito tem fortalecido as receitas de exportação de países produtores. A Rússia, por exemplo, reportou vendas de petróleo de US$ 840 milhões por dia em março, um aumento de 50% em comparação a fevereiro.

Com esse cenário, a pressão internacional por uma taxação sobre esses lucros extraordinários tem crescido. Ministros de Finanças de várias nações europeias têm defendido a implementação de um imposto sobre os lucros elevados para ajudar a aliviar o impacto sobre os consumidores e controlar a inflação. A Comissão Europeia está atualmente avaliando essa proposta.

O setor de petróleo e gás já acumula lucros elevados há décadas, com uma média anual que supera US$ 1 trilhão nos últimos 50 anos. Esses picos de lucro costumam ocorrer em períodos de crise global, um padrão que se repete com a atual guerra no Irã.

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