PF investiga aplicação de R$ 1,2 milhão da Previdência de Campo Grande em fundo Master
Polícia Federal investiga irregularidades em previdência de Campo Grande.
Agentes da Polícia Federal cumpriram, nesta terça-feira, seis mandados de busca e apreensão na capital do Mato Grosso do Sul. A operação, denominada Presciência, visa apurar possíveis irregularidades na aplicação de R$ 1,2 milhão do Regime Próprio de Previdência Social de Campo Grande em carteiras do Banco Master.
A investigação teve início a partir de uma auditoria realizada pelo Ministério da Previdência Social, que gerou um relatório sobre letras financeiras. A partir desse documento, a PF decidiu aprofundar as apurações, levando ao cumprimento das ordens judiciais expedidas pela 3ª Vara Federal de Campo Grande.
Durante a operação, além dos mandados de busca, foram adotadas medidas que incluem o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos envolvidos. A PF identificou que alguns funcionários públicos responsáveis pelas decisões financeiras não seguiram os procedimentos técnicos e administrativos adequados, o que pode ter colocado o patrimônio do regime previdenciário em risco.
Os investigados podem enfrentar acusações de gestão temerária, além de corrupção passiva e ativa. A Prefeitura de Campo Grande se manifestou em nota, afirmando que está acompanhando as investigações e ressaltou que a cidade foi uma das primeiras do Brasil a garantir o ressarcimento dos valores investidos junto ao Banco Master.
A nota também destacou que as aplicações financeiras do Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) são realizadas em conformidade com a resolução CMN 4.963, de 25 de novembro de 2021, que regula os investimentos dos Regimes Próprios de Previdência Social. Além disso, as decisões são tomadas de acordo com a Política Anual de Investimentos aprovada pelo Conselho Deliberativo do IMPCG ao final de cada exercício.
