Polícia Federal realiza operação para combater vazamentos nas investigações do caso Master

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Polícia Federal investiga vazamento de informações sigilosas do Banco Master

A Polícia Federal iniciou uma operação para investigar o vazamento de informações confidenciais relacionadas ao Banco Master, após determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

Um perito criminal federal foi afastado por suspeitas de ter repassado dados e mensagens privadas de Daniel Vorcaro, fundador do banco, para a imprensa. As investigações focam em uma série de vazamentos que ocorreram entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026.

Entre as informações sigilosas divulgadas está o contrato de prestação de serviços advocatícios do Banco Master com o escritório de Viviane Barci, que é casada com o ministro Alexandre de Moraes. O valor do contrato, que foi revelado, estipulava honorários mensais de R$ 3.646.529,77 por um período de 36 meses, totalizando R$ 131.275.071,72 ao fim da vigência.

O escritório Barci de Moraes, em nota oficial, esclareceu que o contrato esteve em vigor de fevereiro de 2024 até novembro de 2025, quando ocorreu a liquidação extrajudicial do banco pelo Banco Central. Durante esse período, foram produzidos 36 pareceres legais sobre diversos temas, mas o escritório não atuou em causas do banco perante o STF.

A investigação da Polícia Federal também abrange o acesso não autorizado a sistemas restritos, que resultou na exposição de conversas privadas do celular de Daniel Vorcaro. O STF ressaltou que jornalistas não são alvos da operação, garantindo a liberdade de atuação da imprensa e o sigilo das fontes.

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