Polícia gaúcha desmantela quadrilha que aplicava golpes em financiamentos de veículos em vários estados
Golpistas causam prejuízo de mais de R$ 22 mil a vítima no Rio Grande do Sul.
Uma vítima de um golpe no Rio Grande do Sul perdeu mais de R$ 22 mil em uma fraude eletrônica. A situação gerou a deflagração da Operação Recall, que visa desarticular uma organização criminosa especializada em estelionatos online.
Na manhã desta terça-feira, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul cumpriu nove mandados de prisão e 17 mandados de busca e apreensão. A operação ocorreu simultaneamente em diversas cidades do Estado de São Paulo, incluindo São Paulo, Guarulhos, Piracicaba e Carapicuíba.
Durante a ação, cinco indivíduos foram detidos. A operação foi coordenada pela 3ª Delegacia de Polícia de Canoas, com o suporte do Laboratório de Operações Cibernéticas e da Coordenação-Geral de Crimes Cibernéticos, órgãos vinculados ao Ministério da Justiça e à Polícia Civil paulista.
As investigações começaram após a denúncia de uma vítima que, em 24 de novembro de 2025, relatou ter sido enganada ao efetuar o pagamento de um boleto fraudulento no valor de R$ 22.251,55. Em 14 de novembro do mesmo ano, ela buscou informações no Google sobre a quitação do financiamento de seu veículo e acessou um site que imitava a página oficial de uma montadora.
Os golpistas criavam páginas falsas com design idêntico ao das montadoras legítimas e direcionavam as vítimas para atendimentos via WhatsApp. Com as informações pessoais obtidas durante o contato, os criminosos acessavam dados reais dos financiamentos, aumentando a credibilidade do golpe antes de enviar boletos falsificados.
A investigação revelou uma organização criminosa estruturada, com divisão de funções e indícios de lavagem de dinheiro através de contas bancárias de terceiros. Até agora, pelo menos 11 vítimas foram identificadas em diferentes Estados, sendo duas delas no Rio Grande do Sul.
A delegada Luciane Bertoletti afirmou que o objetivo da Operação Recall é desarticular a organização criminosa e interromper a prática de golpes eletrônicos, responsabilizando criminalmente todos os envolvidos.
