Portal do STM permanece inacessível desde 2 de julho devido a incidente de segurança cibernética
Portal do Superior Tribunal Militar permanece fora do ar devido a incidente de segurança cibernética.
O portal do Superior Tribunal Militar (STM) está indisponível desde o dia 2 de julho, após um incidente de segurança cibernética. Os sistemas afetados foram isolados, e não há previsão para o retorno completo dos serviços.
Um incidente cibernético, conforme definido por órgãos governamentais, é qualquer evento que possa comprometer a segurança da informação. Isso inclui ataques de negação de serviço, invasões, uso não autorizado de dados, desfiguração de páginas e vazamentos de informações.
Na manhã do dia 15, uma mensagem no portal indicava que o site estava passando por manutenção técnica preventiva para atualizações e melhorias na infraestrutura do sistema. A equipe do STM acionou os protocolos de segurança após identificar a indisponibilidade do portal, que foi classificada como um incidente cibernético.
Como medida inicial, os sistemas afetados foram isolados, e o acesso externo foi bloqueado para proteger a integridade dos dados da instituição. Um processo de análise técnica e recuperação dos sistemas foi iniciado em seguida.
O incidente foi comunicado às autoridades policiais e a órgãos de inteligência, que estão investigando a origem do problema. Após quase duas semanas, o portal continua fora do ar, e a Corte afirmou que está trabalhando para restabelecer os serviços de forma segura, mantendo a sociedade informada sobre quaisquer atualizações.
Nos últimos anos, órgãos governamentais têm sido alvos frequentes de ataques cibernéticos no Brasil. Instituições como o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) também foram atacadas, assim como a concessionária do Aeroporto Internacional de Guarulhos e as Forças Armadas.
Em junho de 2025, a Polícia Federal lançou a Operação Timeout, resultando na prisão de dois suspeitos e na execução de mandados de busca em diferentes estados. O grupo era acusado de realizar ataques de negação de serviço (DDoS) contra sites de instituições públicas e privadas.
Recentemente, em junho, o sistema de alertas da Defesa Civil Nacional sofreu uma invasão, onde mensagens falsas de “alerta extremo” foram enviadas para celulares em várias capitais, incluindo referências a um suposto “ataque alienígena”.
