Primeiras-damas ganham destaque e entram na corrida pelo poder
As primeiras-damas se tornam protagonistas na política brasileira, mirando candidaturas para 2026.
A figura da primeira-dama evoluiu, deixando de ser apenas um papel cerimonial. Atualmente, essas mulheres estão cada vez mais integradas às comunicações governamentais e ao diálogo com diversos segmentos da sociedade.
Em diferentes estados, esposas de governadores e prefeitos assumem um papel ativo, não apenas em ações sociais, mas também na articulação política e na representação em eventos públicos. A atuação em programas sociais, especialmente voltados à infância, mulheres e famílias em situação de vulnerabilidade, se destaca como uma das principais características desse novo perfil.
Com o passar dos mandatos de seus maridos, muitas dessas mulheres ganharam visibilidade e fortaleceram seus laços com lideranças locais, construindo uma imagem própria junto ao eleitorado. A ascensão das redes sociais nos últimos anos acelerou esse processo, permitindo que elas se tornassem figuras centrais na comunicação política, humanizando campanhas e governos.
Esse novo cenário abriu portas para que muitas primeiras-damas e esposas de políticos iniciem suas próprias trajetórias eleitorais. Em 2026, espera-se que diversas delas concorram a vagas no Legislativo, refletindo uma nova fase da participação feminina na política institucional.
A transição de uma atuação institucional para a disputa eleitoral não é uniforme. Algumas mulheres se destacaram por meio de programas sociais, enquanto outras se tornaram influentes na comunicação digital ou na articulação política. Algumas até acumularam experiência em cargos administrativos antes de manifestar interesse em concorrer.
Independentemente das trajetórias, todas buscam transformar a visibilidade adquirida em uma identidade política própria. A seguir, conheça algumas das principais mulheres que já se destacam no cenário eleitoral de 2026.
Entre os nomes mais proeminentes, Michelle Bolsonaro se destaca como uma figura de grande visibilidade nacional. A ex-primeira-dama é considerada a principal candidata do Partido Liberal para o Senado pelo Distrito Federal, consolidando sua imagem como líder entre mulheres e evangélicos. Recentemente, sua influência foi evidenciada em um vídeo que a posicionou novamente junto a segmentos em que o senador Flávio Bolsonaro enfrenta desafios.
Gracinha Caiado, em Goiás, também se destaca, deixando de ser apenas uma figura ligada a programas sociais para se tornar uma peça chave na articulação política do grupo liderado por seu marido. Com uma forte presença nas pesquisas, ela é cotada para uma vaga no Senado pelo União Brasil.
No estado de Alagoas, Marina Candia lançou oficialmente sua pré-candidatura à Câmara dos Deputados, destacando-se em campanhas voltadas à saúde e assistência social. Sua comunicação nas redes sociais, que mistura ações institucionais e momentos pessoais, fortaleceu sua imagem e a projetou como uma das principais apostas do grupo político de seu marido.
Regina Nunes, em São Paulo, oficializou sua pré-candidatura a deputada estadual, construindo sua imagem através da defesa da causa animal. Sua trajetória, marcada por ações sociais, reflete a estratégia do grupo político do prefeito Ricardo Nunes em ampliar a representação na Assembleia Legislativa.
No Mato Grosso, Virginia Mendes também anunciou sua pré-candidatura à Câmara dos Deputados, trazendo consigo uma forte trajetória em programas sociais. Sua candidatura se insere na estratégia do grupo liderado por Mauro Mendes, que busca aumentar a representação da legenda no Congresso Nacional, mesmo enfrentando desafios de saúde.
No Ceará, Sandra Cavalcante, conhecida como Sandrinha, é pré-candidata a deputada federal pelo Podemos. Sua experiência na gestão municipal e na coordenação de iniciativas de aproximação entre a administração e a população a posiciona como uma forte candidata.
Embora não seja uma primeira-dama, Natália Szermeta Boulos, casada com o ministro Guilherme Boulos, também se prepara para as eleições de 2026, anunciando sua pré-candidatura à Câmara dos Deputados pelo PSOL. Com uma longa trajetória em movimentos sociais, ela busca representar o campo popular nas próximas eleições.
Embora o número de primeiras-damas que se preparam para disputar as eleições de 2026 seja notável, essa transformação da visibilidade em carreira política não é uma novidade. Exemplos como o da prefeita Patrícia Aguiar, que construiu uma trajetória própria após iniciar sua vida pública ao lado de um ex-vice-governador, ilustram como a projeção ao lado de uma liderança pode evoluir para uma carreira política consolidada.
À medida que as campanhas se tornam mais personalizadas e digitais, o papel das primeiras-damas muda.
