Província canadense move ação contra OpenAI por ataque armado em escola

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Colúmbia Britânica processa OpenAI por não relatar atividades violentas no ChatGPT.

A província canadense de Colúmbia Britânica entrou com uma ação judicial na Califórnia contra a OpenAI, após a empresa não ter informado as autoridades sobre atividades violentas relacionadas ao ChatGPT. O caso envolve uma mulher transgênero de 18 anos que cometeu um massacre em uma escola e em sua residência, resultando na morte de oito pessoas em Tumbler Ridge.

A procuradora-geral da Colúmbia Britânica, Niki Sharma, afirmou que o objetivo do processo é buscar a responsabilização da OpenAI e promover mudanças em suas políticas. A empresa já havia reconhecido sua falha ao não alertar as autoridades sobre a conta associada ao crime, o que levantou questões sobre a responsabilidade das plataformas de inteligência artificial em monitorar e relatar comportamentos potencialmente perigosos.

Além da ação do governo provincial, as famílias das vítimas também apresentaram processos separados contra a OpenAI na Califórnia. A empresa se opôs a essas ações, argumentando que qualquer litígio deveria ser tratado na Colúmbia Britânica, onde o crime ocorreu.

Em resposta à decisão de processar em território americano, Sharma destacou que a escolha de não relatar a situação foi feita na Califórnia. Ela enfatizou que a OpenAI tinha conhecimento de que conversas graves estavam ocorrendo e não tomou as devidas providências.

O diretor-executivo da OpenAI, Sam Altman, pediu desculpas publicamente em abril, expressando seu pesar por não ter alertado as autoridades sobre a conta que foi suspensa em junho de 2025. Em sua declaração, ele reconheceu a gravidade da situação e a necessidade de uma revisão nas práticas de segurança da empresa.

A OpenAI justificou que não denunciou a conta de Jesse Van Rootselaar no momento da suspensão, pois não havia indícios de um ataque iminente. Altman afirmou que, de acordo com as diretrizes de segurança atualizadas, a conta teria sido reportada à polícia se as circunstâncias fossem diferentes.

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