PT busca reaproximação com periferia, jovens e evangélicos para 2026
PT reconhece desconexão com sua base e busca reaproximação para 2026.
O 8º Congresso do PT, encerrado no último domingo, trouxe à tona uma análise crítica sobre a relação do partido com sua base social. Dirigentes da legenda concordaram que é essencial retomar a presença em setores que se distanciaram, visando a disputa eleitoral de 2026.
Em um discurso autocrítico, o presidente do PT destacou que o partido se afastou de grupos como jovens, moradores de periferias e evangélicos. Ele atribuiu essa desconexão ao crescimento das redes sociais, que, segundo ele, diminuiu a presença do partido nas comunidades.
“Não adianta o PT ficar irritado com as periferias”, afirmou. “Temos que ter a humildade de ir até as periferias e perguntar por que as moradoras e os moradores não querem conversar conosco”, completou.
Essa análise revelou uma preocupação interna sobre a perda de contato com a base tradicional. O presidente do PT enfatizou que o partido precisa mudar sua abordagem e não pode ser reativo em relação a segmentos que se afastaram. “O PT não pode ser reativo quando a juventude evangélica diz que não quer conversar conosco. Temos que ter humildade para entender por quê”, disse.
Além disso, Edinho mencionou o distanciamento de uma nova classe trabalhadora, composta por motoristas de aplicativo e entregadores. Ele argumentou que o partido deve se aproximar desses grupos para identificar os erros cometidos. Apesar das conquistas do governo, o partido enfrenta dificuldades para converter esses resultados em apoio político.
“Quando a nova classe trabalhadora, motoristas de aplicativo e entregadores, se revolta conosco, isso gera indignação, mas também deve gerar humildade para que possamos ir até eles e perguntar onde estamos errando, se queremos representá-los”, declarou Edinho.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não compareceu ao evento devido a orientações médicas, após a remoção de um carcinoma basocelular. Em um vídeo enviado, ele fez um apelo à militância, ressaltando a importância de valorizar as realizações do governo e aprimorar a capacidade de convencimento do eleitor.
Em tom de cobrança, Lula pediu que a militância deixasse os celulares de lado e fosse às ruas fazer política de forma mais direta. “Nada supera a gente ter coragem de andar na rua, bater palma no portão das pessoas e olhar no olho”, enfatizou.
Assista ao vídeo de Lula (5min12s):
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