Piora das pastagens pode levar preço da arroba do boi a ficar abaixo de R$ 350 em maio
Mercado do boi gordo enfrenta queda acentuada nos preços.
O mercado físico do boi gordo registrou uma significativa queda nos preços nesta semana, segundo especialistas do setor.
Analistas apontam que muitos frigoríficos estão adotando uma postura mais cautelosa em relação às escalas de abate, testando preços mais baixos nas principais regiões de produção e comercialização.
A sazonalidade desempenha um papel crucial nesse cenário, especialmente no segundo trimestre, quando a qualidade das pastagens diminui e os pecuaristas se veem forçados a negociar mais devido à redução da capacidade de retenção dos animais.
Outro fator relevante é a cota de importação de carne bovina pelo mercado chinês, fixada em 1,1 milhão de toneladas, que deverá se esgotar entre junho e julho, impactando a dinâmica do comércio exterior.
Para a próxima semana e ao longo do mês de maio, espera-se que esses fatores incentivem a indústria a realizar compras abaixo de R$ 350 na praça-base de São Paulo, o que poderá acarretar reduções nos preços em outros estados também.
Variação do preço da arroba na semana
Na última sexta-feira, a referência média para a arroba do boi apresentou as seguintes cotações nas principais praças do país:
- São Paulo: R$ 362,08, contra R$ 368,33 da semana anterior (-1,7%);
- Goiás: R$ 344,64, ante R$ 355,89 (-3,1%);
- Minas Gerais: R$ 352,27, contra R$ 357,65 (-1,58%);
- Mato Grosso do Sul: R$ 352,77, ante R$ 359,66 (-1,9%);
- Mato Grosso: R$ 362,91, contra R$ 364,05 (-0,31%).
Exportações de carne bovina
As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil totalizaram US$ 942,105 milhões até o momento em abril, com uma média diária de US$ 78,508 milhões.
No total, o país exportou 153,353 mil toneladas, resultando em uma média diária de 12,779 mil toneladas. O preço médio por tonelada foi de US$ 6.143,4.
Comparado ao mesmo período de abril de 2025, houve um aumento de 29,2% no valor médio diário das exportações, além de um crescimento de 5,8% na quantidade média diária exportada e um avanço de 22,1% no preço médio.
