Republicanos anuncia candidatura própria em Minas e intensifica incertezas sobre futuro de Cleitinho
Republicanos de Minas Gerais anuncia chapa própria para as eleições de 2026.
Na madrugada desta quinta-feira (6), o Diretório do Republicanos de Minas Gerais decidiu que lançará uma chapa própria para concorrer aos cargos de governo estadual e Senado nas eleições de 2026.
A decisão foi comunicada à Justiça Eleitoral, que deverá receber as candidaturas oficiais até o dia 15 de agosto, prazo estipulado pela legislação. Embora o senador Cleitinho Azevedo não tenha sido mencionado diretamente, sua situação política está em foco devido às recentes movimentações dentro do partido.
A ata da reunião que formalizou essa decisão foi divulgada nas redes sociais do Republicanos, com a assinatura do deputado federal Euclydes Pettersen. O partido está em um momento de reestruturação e busca consolidar suas candidaturas para fortalecer sua presença nas próximas eleições.
Após ter desistido de sua própria candidatura, Cleitinho tenta retornar à disputa pelo Palácio do Tiradentes. Contudo, o presidente do partido, Marcos Pereira, já afirmou que o político representa uma “página virada” na história do Republicanos, o que indica uma mudança de rumo nas estratégias eleitorais da legenda.
Recentemente, pesquisas apontaram que Cleitinho Azevedo tinha entre 34% e 35% das intenções de voto para o governo de Minas Gerais, o que o colocava como um forte candidato antes de sua desistência. No entanto, a situação atual do político é incerta, e sua influência dentro do partido parece ter diminuído.
O ex-prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, surge como o principal nome cotado para a candidatura ao governo estadual. Inicialmente, ele era visto como o vice na chapa de Cleitinho, mas agora sua candidatura pode ser uma alternativa viável para o partido.
Ainda assim, a escolha de Falcão não é garantida e gera tensões internas. Euclydes Pettersen expressou sua intenção de recorrer à Justiça para garantir a participação de Cleitinho nas eleições, além de ameaçar romper com a liderança nacional do Republicanos, demonstrando as divisões que surgem no partido em meio a esse impasse.