Republicanos oficializa candidatura de Garotinho ao Governo do Rio de Janeiro
Republicanos escolhe Anthony Garotinho como pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro.
O Republicanos anunciou a escolha de Anthony Garotinho como seu pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro. A decisão foi tomada em reunião no último sábado, onde Garotinho venceu a disputa interna contra André Português, ex-prefeito de Miguel Pereira.
De acordo com a nota divulgada pelo partido, a escolha foi unânime e respaldada por uma pesquisa eleitoral. A convenção oficial do Republicanos no estado está marcada para o próximo sábado.
Garotinho, que já foi governador de 1999 a 2002, reconheceu os desafios que o Rio enfrenta atualmente. Ele mencionou a necessidade de reconstruir e refundar os princípios republicanos no estado, ressaltando a falência administrativa e política que a região vive.
Nos últimos meses, o ex-governador tem se destacado em podcasts e vídeos, onde afirma ter acesso a informações sigilosas sobre investigações da Polícia Federal que envolvem figuras proeminentes da política fluminense e nacional.
Um dos vídeos que gerou maior repercussão foi sobre a suposta “noite das astronautas”, evento promovido por um ex-banqueiro, onde supostamente participaram políticos de alto escalão. Garotinho afirmou ter acesso a imagens desse evento, que foram compartilhadas pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, em um contexto de conflito com o senador Flávio Bolsonaro.
Flávio negou sua participação nas festas mencionadas, e Garotinho também afirmou que o senador não aparece nas imagens que ele diz ter visto.
Recentemente, o ministro do STF, Cristiano Zanin, anulou a condenação de Garotinho relacionada à Operação Chequinho, considerando que as provas usadas contra ele eram ilícitas. O ex-governador havia sido condenado a 13 anos de prisão por compra de votos nas eleições de 2016.
Garotinho, que já foi aliado de Leonel Brizola, tem uma longa trajetória política, tendo sido prefeito de Campos e candidato ao governo do Rio em diversas ocasiões. Em 1994, foi derrotado, mas em 1998 foi eleito. Após renunciar em 2002 para concorrer à Presidência, sua esposa assumiu o governo do estado, mantendo a influência da família na política fluminense.
