Samara Martins sugere aumento do salário mínimo e implementação de jornada 4×3

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Programa de governo da candidata Samara Martins propõe transformações radicais no Brasil.

O programa de governo da candidata à presidência Samara Martins, do partido Unidade Popular (UP), delineia um ambicioso projeto de transformação do modelo econômico e político brasileiro. O documento busca abordar as desigualdades geradas pelo capitalismo, propondo a construção de uma sociedade socialista.

A UP, fundada em 2016 e alinhada à esquerda radical, apresenta uma candidatura composta exclusivamente por mulheres para as eleições de 2026. Samara Martins, de 38 anos, é cirurgiã-dentista e atuante no Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Norte. Sua vice, Raquel Brício, de 34 anos, é guarda portuária e dirigente sindical no Pará, com experiência em disputas eleitorais anteriores.

O programa destaca que, apesar de o Brasil ser um dos países mais ricos do mundo, uma grande parte da população vive na pobreza. Essa disparidade é atribuída a um modelo econômico que prioriza os interesses capitalistas em detrimento das necessidades do povo. O diagnóstico crítico da economia de mercado é acompanhado por propostas radicais para reverter essa situação.

Entre as propostas, a UP defende que saúde, educação, água, energia, saneamento, moradia, transporte, cultura e comunicação sejam considerados direitos fundamentais, não mercadorias. O programa sugere a eliminação da jornada de trabalho 6×1, a redução da carga horária com aumento salarial, a duplicação do salário mínimo e a reindustrialização do país, além de reformas agrárias e fortalecimento da ciência.

Salário e emprego

A UP se compromete a combater todas as formas de exploração, incluindo racismo, machismo e LGBTfobia, e a garantir a proteção de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais. O programa, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), possui 67 páginas e é estruturado em 18 eixos temáticos.

No eixo de trabalho e salário, a proposta é dobrar o valor atual do salário mínimo, resultando em um novo valor de R$ 3.242. Além disso, a UP sugere a implementação da jornada de trabalho 4×3 e a garantia de emprego para todos os adultos capazes de trabalhar.

Economia

Na esfera econômica, o programa propõe a suspensão imediata do pagamento da dívida pública e a realização de uma auditoria cidadã. Os recursos obtidos com essas medidas seriam redirecionados para políticas sociais, com uma estimativa de R$ 2 trilhões disponíveis para esse fim.

A UP também se compromete com a nacionalização dos bancos e a estatização do sistema financeiro, propondo a fusão das instituições bancárias sob controle estatal. O programa sugere ainda o fim da autonomia do Banco Central, subordinando suas políticas às diretrizes do governo voltadas para o desenvolvimento social.

Além disso, o programa prevê a reestatização de empresas privatizadas, como Eletrobras e Petrobras, e a retomada de empresas estratégicas, incluindo mineradoras e companhias de telecomunicações. A proposta inclui a criação de um monopólio público em setores essenciais, como energia e defesa.

O documento também estabelece o fim de novas privatizações e leilões de petróleo, além de revisar concessões privadas de infraestrutura. No transporte urbano, a proposta é a estatização das frotas e a criação de empresas públicas para gerir os serviços de transporte.

No campo tributário, a UP sugere isenção de Imposto de Renda para trabalhadores, eliminação de impostos sobre itens da cesta básica e a implementação de uma tributação progressiva sobre grandes fortunas e lucros. Também propõe alterações nas alíquotas de ICMS/IVA, com isenções para produtos essenciais.

Direitos humanos

O programa de Samara Martins inclui propostas para a criminalização da misoginia, a ampliação da rede de atendimento às mulheres e a promoção da igualdade salarial. A candidatura também se compromete com a titulação de terras quilombolas e indígenas, além de uma ampla reforma agrária.

Em relação à reforma urbana, o plano prevê a produção pública de moradias, urbanização de favelas e a desapropriação de propriedades que não cumpram função social.

Segurança pública e Justiça

Na área de segurança, o programa propõe a desmilitarização das polícias e a reorganização das carreiras policiais, além de mudanças no modelo de segurança

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