Secretário de Trump recita oração de Pulp Fiction em culto
Pete Hegseth recita trecho de filme durante culto no Pentágono
Pete Hegseth, secretário de Guerra dos Estados Unidos, surpreendeu durante um culto religioso no Pentágono ao recitar uma adaptação de um trecho fictício da Bíblia presente no filme “Pulp Fiction”, de Quentin Tarantino.
O incidente ocorreu na quarta-feira, 15 de abril de 2026, durante um encontro mensal no auditório do prédio militar. Hegseth apresentou o que chamou de oração, alegando que havia recebido o texto de um militar em missão no Irã, e que esse trecho era utilizado por tripulações militares antes de operações de busca e resgate em combate.
Identificando o texto como “CSAR 25:17”, Hegseth afirmou: “Eles chamam isso de CSAR 25:17, o que acho que pretende refletir Ezequiel 25:17” antes de recitar a oração adaptada.
A oração lida por Hegseth descreve um cenário de proteção e vingança, com um tom dramático que remete ao estilo do filme. O secretário invocou a figura do “guardião” e mencionou um codinome, “Sandy One”, ao falar sobre a vingança sobre aqueles que ameaçassem seus irmãos.
O trecho original de “Pulp Fiction”, recitado pelo personagem Jules Winnfield, é conhecido por sua carga moral e filosófica, refletindo sobre justiça e a luta entre o bem e o mal. No filme, a oração é recitada momentos antes de uma ação violenta, o que contrasta com o ambiente religioso do culto no Pentágono.
Além disso, o livro do profeta Ezequiel traz uma mensagem de vingança divina, que tem sido interpretada de diferentes maneiras ao longo da história, sendo frequentemente citada em contextos de conflito e justiça.
A repercussão do ato de Hegseth ocorre em um momento em que críticas ao papa Leão 14, por parte do presidente Donald Trump, estão em alta. As tensões entre o governo dos EUA e a liderança religiosa têm gerado debates sobre fé e política, com o papa defendendo uma abordagem de paz e diálogo, enquanto Trump adota uma postura mais combativa.
O papa, eleito em 2025, é o primeiro pontífice norte-americano, o que aumenta a relevância política de suas declarações e a complexidade das relações entre a Igreja e o governo dos Estados Unidos.
