Síria ameaça retomar negociações com Israel sob condição de cessar ataques

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A Síria busca retomar negociações de segurança com Israel em meio a tensões regionais.

A Síria está otimista quanto à retomada das negociações com Israel para um acordo de segurança, que inclui a retirada de forças israelenses de território sírio. Um importante ministro sírio destacou que este é um momento crucial para a diplomacia.

Em recente entrevista, o ministro das Relações Exteriores da Síria, Asaad al-Shaibani, enfatizou que a prioridade do governo sírio é interromper os ataques israelenses, ressaltando a necessidade de medidas de confiança para avançar nas discussões.

Os Estados Unidos têm trabalhado para facilitar um acordo de segurança entre Israel e o governo sírio, liderado pelo presidente Ahmed al-Sharaa, que se tornou um novo aliado dos EUA na região. No entanto, as conversações têm enfrentado dificuldades, especialmente após Israel intensificar suas operações militares em território sírio, alegando ameaças à sua segurança.

Os contatos entre as duas nações foram interrompidos após um ataque recente a uma base aérea na Síria, com Shaibani afirmando que é fundamental estabelecer um diálogo, especialmente com um país que representa uma constante ameaça à segurança síria. Ele também expressou desconfiança em relação a Israel, afirmando que, atualmente, não há confiança nas intenções israelenses.

O gabinete do primeiro-ministro israelense não se manifestou sobre as declarações feitas por Shaibani. O ministro sírio também destacou que a Síria não representa uma ameaça a outros países, focando na reconstrução após anos de conflito.

Desde a queda de Bashar al-Assad em 2024, Israel tem tomado território no sudoeste da Síria, justificando suas ações como necessárias para a proteção de seus cidadãos. Shaibani criticou essa abordagem, afirmando que a força bruta não trouxe segurança e expressou esperança de que as negociações sejam retomadas em breve, embora sem uma data definida.

Ele também mencionou que, no início do ano, as partes já haviam concordado sobre diversos pontos de um potencial acordo de segurança, que incluiria zonas de segurança na fronteira. Contudo, Israel tem se mostrado relutante em implementar o que foi discutido, levando a um impasse nas negociações.

As tensões entre Síria e Israel são históricas, com ambos os países tecnicamente em estado de guerra desde 1948, e a ocupação das Colinas de Golã por Israel em 1967 continua a ser um ponto de discórdia. Shaibani ressaltou que a prioridade imediata é interromper a agressão israelense antes de se avançar para discussões sobre um acordo de paz.

Recentemente, os EUA têm buscado estabelecer mecanismos para evitar conflitos entre Israel, Turquia e Síria, mas ainda não há um consenso sobre como isso será implementado. Shaibani afirmou que a Síria está aberta ao diálogo e à cooperação, especialmente com o apoio de países vizinhos como a Turquia, que tem contribuído para o fortalecimento das forças armadas sírias.

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