Startup americana desenvolve armas de baixo custo para transformar a guerra contra o Irã
Startup americana inova na produção de interceptores de drones a baixo custo
Diante das dinâmicas do mercado atual, empresários estão constantemente em busca de oportunidades que atendam às necessidades emergentes. Os Estados Unidos se destacam nesse cenário, especialmente em situações de conflito. Recentemente, uma startup americana encontrou uma solução inovadora para um dos principais desafios na guerra contra o Irã: o elevado custo da neutralização de drones.
A Powerus, com sede na Flórida, está desenvolvendo interceptores de baixo custo para neutralizar drones iranianos. A produção já começou a ser expandida para os Emirados Árabes Unidos, onde a empresa monta cerca de 30 unidades diariamente. O objetivo é aumentar a capacidade de produção global de aproximadamente 3.000 para 15 mil unidades mensais até 2027.
O modelo de fabricação da Powerus também está passando por mudanças significativas. Em vez de centralizar a produção nos Estados Unidos e depois enviar os equipamentos para outros países, a empresa está formando uma rede de fabricantes parceiros próximos aos locais de uso. Essa estratégia permite aproveitar a infraestrutura industrial existente, acelerando a entrega em regiões que necessitam de proteção para suas infraestruturas críticas.
O interceptor, conhecido como Guardian, foi desenvolvido para enfrentar um problema crescente na guerra moderna: o custo elevado da defesa contra drones. Com um preço aproximado de US$ 5 mil por unidade, o Guardian é uma alternativa acessível em comparação com sistemas de defesa que podem custar milhões de dólares por disparo. Baseado em tecnologia ucraniana, o interceptor demonstrou eficácia contra drones de características semelhantes aos utilizados pelo Irã.
Embora o Guardian se assemelhe a um pequeno míssil, sua produção é simplificada. Os componentes são projetados para serem montados facilmente, incluindo microchips e módulos de localização GPS. O interceptor pode atingir alvos a velocidades de até 320 km/h, mas não foi projetado para enfrentar mísseis balísticos, que representam uma ameaça mais complexa e rápida, exigindo sistemas de defesa especializados.
É importante ressaltar que o Guardian não substitui sistemas de defesa aérea mais avançados, como o PAC-3 da Lockheed Martin, que é específico para a destruição de mísseis balísticos. Enquanto o PAC-3 lida com ameaças mais rápidas e complexas, o Guardian é voltado para drones de médio porte, oferecendo uma solução mais econômica.
Nos Emirados Árabes Unidos, a utilização de interceptores PAC-3 para destruir drones Shahed, avaliados em cerca de US$ 40 mil, evidenciou a dificuldade de manter uma proporção de custo viável em um conflito com frequente lançamento de drones. A Powerus já iniciou a produção local dos interceptores, fornecendo os componentes, software e treinamento necessários para a montagem, com a expectativa de aumentar a produção de 30 para 100 unidades diárias.
Além disso, a companhia firmou um contrato de aproximadamente US$ 22,3 milhões para desenvolver um sistema em rede de combate a drones, focado na proteção de instalações de petróleo e gás no Oriente Médio. Essa iniciativa visa integrar recursos de comando e controle para detectar, rastrear e classificar ameaças aéreas.
A Powerus está, assim, inovando ao buscar alternativas para a produção de armas, montando-as mais próximas de onde serão utilizadas. A empresa planeja estabelecer uma rede internacional de fabricantes parceiros, incluindo uma nova unidade na Índia, com a meta de alcançar 15 mil unidades mensais até 2027. Essa abordagem não só acelera a produção, mas também reduz os custos associados ao transporte e à construção de novas instalações.